terça-feira, 4 de junho de 2019

Incontinência urinária em idosos é comum, mas não normal

Embora possa acontecer em qualquer fase da vida, a incontinência urinária é mais comum na terceira idade. O problema, que causa vazamentos acidentais de urina, afeta de 30% a 60% das pessoas com mais de 60 anos. Apesar de trazer grandes prejuízos para a qualidade de vida, a incontinência urinária em idosos é, na maioria das vezes, sofrida em silêncio – seja pela vergonha de falar do assunto ou pela crença equivocada de que essa é uma parte normal do envelhecimento e nada pode ser feito.

Mas, na maioria dos casos pode, sim, ser tratada. Por isso, se o problema está acontecendo com você, não deixe de procurar ajuda médica. O receio de não conseguir chegar ao banheiro a tempo e passar por situações embaraçosas pode impedi-lo de desfrutar de atividades comuns, como encontrar os amigos para bater papo e caminhar no parque. Não é à toa que isolamento social, sentimentos de baixa autoestima, ansiedade e depressão estão entre as consequências da incontinência urinária em idosos.

Causas da incontinência urinária em idosos

A incontinência urinária em idosos pode ter uma série de causas. Mas não há dúvidas de que as mudanças no corpo que acontecem com a idade favorecem o problema. Por exemplo:
  • Enfraquecimento dos músculos da bexiga;
  • Menor capacidade da bexiga, o que aumenta a frequência do xixi;
  • Diminuição da visão e da capacidade de se movimentar rapidamente, que dificultam a ida ao banheiro a tempo;
  • Enfraquecimento dos músculos pélvicos, no caso das mulheres;
  • Aumento da próstata nos homens.
Além disso, alguns medicamentos e determinadas doenças também podem contribuir para a incontinência urinária em idosos.


Tipos de incontinência urinária

Existem diferentes tipos de incontinência urinária, tais como:

Incontinência urinária de esforço – ocorre quando a urina escapa durante atividades que pressionam a bexiga, por exemplo: tossir, espirrar, rir ou levantar objetos pesados. É o tipo mais frequente em mulheres.

Incontinência urinária de urgência – também chamada de bexiga hiperativa, provoca um desejo súbito e intenso de urinar, a ponto de não dar tempo de chegar ao banheiro. Pode estar associada a um distúrbio neurológico ou diabetes.

Incontinência urinária por transbordamento – ocorre quando você não consegue esvaziar a bexiga e, por isso, a urina transborda em pequenas quantidades. Mais frequente em homens, já que o aumento da próstata pode levar à dificuldade de esvaziar a bexiga.

Incontinência urinária funcional – atinge muitas pessoas mais velhas que têm controle normal da bexiga, mas uma limitação física ou mental as impede de chegar a tempo ao banheiro. Por exemplo, se você tiver artrite severa, talvez não seja capaz de desabotoar as calças com rapidez suficiente.

Incontinência urinária mista – quando você tem mais de um tipo de incontinência urinária.

Tratamento para a incontinência urinária em idosos

A escolha do tratamento para a incontinência urinária deve ser discutida com o médico, que avaliará seu caso particular. Embora o profissional possa indicar medicamentos e até procedimentos cirúrgicos, as primeiras opções de tratamento para a incontinência urinária em idosos geralmente são mudanças simples no estilo de vida e intervenções comportamentais, tais como:

Exercícios para músculos pélvicos – também conhecidos como exercícios Kegel, têm como objetivo fortalecer os músculos que você usa para segurar o xixi, fazendo com que tenha mais controle da bexiga.

Banheiro programado – para tentar reduzir os episódios de incontinência urinária, você pode adotar a estratégia de urinar em intervalos regulares, por exemplo, a cada hora. Aos poucos, você pode prolongar o tempo entre as idas ao banheiro.

Restrições na dieta – alimentos e bebidas diuréticos que estimulam a bexiga podem ser reduzidos ou eliminados da sua dieta. Eles incluem: chá preto, chá verde, café, álcool, frutas cítricas e alimentos picantes.

FONTE: Grupo NotreDame Intermédica

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Andador com Assento (Suporta até 90 Kg)




Características:

  • Dobrável
  • Pintura eletrostática epóxi
  • Estofamento em nylon acolchoado
  • Regulável em altura
  • Duplo par de manoplas
  • Dupla função de freio (dinâmico e estacionário)
  • Roda traseira e dianteira de 8’’, maciça
  • Apoio de pé articulável
  • Apoio de braço cromado
  • Capacidade para 90 Kg
  • Cor: Azul Metálico
  • Fornecedor: Jaguaribe

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Cadeira de Banho de Alumínio e Dobrável(até 90 Kg)-Jaguaribe



Característica:
  • Construída em alumínio aeronáutico
  • Dobrável em X
  • Pintura eletrostática epóxi
  • Apoios de pé articuláveis, removíveis e reguláveis em altura
  • Freios bilaterais
  • Apoios de braço removíveis
  • Largura do assento 40 cm
  • Largura total aberta 58 cm
  • Fabricante: Ortopedia Jaguaribe 
  • Capacidade para 90 Kg

sábado, 6 de abril de 2019

Nove dicas garantem uma casa segura para idosos

A  terceira-idade é marcada por uma série de mudanças no corpo e cérebro do indivíduo. "Mesmo o idoso normal e ativo terá alguma diminuição dos reflexos, da visão, do equilíbrio ou da audição, ficando mais propenso a quedas", diz a geriatra Sonia Martins Fontes. Podemos somar a isso o enfraquecimento dos ossos, que é comum na faixa etária, o que aumenta as chances de fratura.

É possível prevenir acidentes evitando a exposição do idoso a riscos, principalmente dentro de casa. Retirar móveis ou incluir itens de segurança são medidas capazes de evitar acidentes, fraturas e até mesmo salvar vidas. "Profissionais especializados podem fazer uma avaliação médica do indivíduo, a fim de definir quais adaptações devem ser priorizadas", ressalta Sonia. Confira as principais mudanças do ambiente doméstico que auxiliam a prevenção de quedas na terceira-idade:


Instale barras de segurança

A geriatra Sonia Martins Fontes, da Clínica Sainte Marie, explica que a maior parte das quedas dos idosos ocorre dentro de casa, em especial no banheiro e na cozinha. "Por isso há a necessidade de barras para suporte e pontos de apoio, principalmente nestes cômodos", diz. O idoso de maneira geral tende a apresentar alterações no equilíbrio, e as barras ajudam a melhorar sua autonomia nos afazeres cotidianos. "Nas escadas também é imprescindível a colocação de corrimão dos dois lados."

Retire os tapetes




Além das alterações de equilíbrio, o comprometimento da marcha também é comum na terceira-idade. Isso quer dizer que o idoso sente mais dificuldade na caminhada, que fica lenta e arrastada, facilitando tropeços e escorregões. Nesse contexto, a presença de tapetes soltos no piso se transforma em uma armadilha. "O ideal é evitar o uso de tapetes, mesmo o grandes, uma vez que o desnível do solo pode atrapalhar e causar quedas", ressalta a terapeuta ocupacional Rafaele Pinheiro, do Hospital Retaguarda e Reabilitação Geriátrica Reger, em São José dos Campos. Os tapetes mais finos, geralmente usados na cozinha e banheiro, podem causar escorregões e também devem ser evitados.

Organize a rotina


Idosos com grave alteração de equilíbrio e marcha podem abrigar um inimigo em casa: as escadas. Pessoas que moram em sobrados, por exemplo, sofrem mais para realizar suas atividades, principalmente se durante o dia ela precisa subir e descer as escadas com frequência. "Se não for possível a instalação de um elevador, faz-se necessário centralizar tudo o que faz parte de seu cotidiano em apenas um andar - refeições, banheiro e lazer. Em alguns casos, pode ser feita a transferência do dormitório do idoso para o térreo, de forma que não seja mais preciso utilizar as escadas.

No entanto, o projeto de adaptação da casa deve ser individualizado. "O ideal é avaliar o paciente quanto a sua funcionalidade e risco de queda, com uma avaliação geriátrica ampla", afirma a geriatra Sonia. Desta forma, serão projetadas as adaptações condizentes com as necessidades específicas daquela pessoa. "Evitar as escadas é sempre bom, mas as grandes mudanças, como trazer o quarto para o andar de baixo, podem deixar o idoso contrariado e incomodado com a situação", completa. "Antes disso, o ideal é que cada caso seja analisado pelo terapeuta ocupacional ou fisioterapeuta."

Evite móveis em locais de passagem

Mesas de centro, cômodas e estantes são móveis que comumente estão fora do campo visual - e por isso uma pessoa pode facilmente esbarrar ou tropeçar neles. Esse fator é mais acentuado em pessoas com idade avançada. "A atenção e consciência corporal do idoso são prejudicadas, por isso é interessante evitar móveis, vasos, adornos em geral em ambientes de alta circulação", alerta terapeuta ocupacional Rafaele. Quanto mais desimpedido estiver o caminho, menores são as chances de quedas.

Cuidado com animais


Os animais trazem benefícios à vida do idoso, porém podem ser um risco à segurança. Ao tê-los, faz-se necessário redobrar os cuidados: "Sentar-se para brincar com o animal e evitar deixar brinquedos pelo caminho são medidas essenciais", diz Rafaele Pinheiro. Escolher mobílias e piso que se diferenciem da cor dos animais também é importante para evitar que o idoso tropece. "Lembrando que qualquer coisa que possa atrapalhá-los na locomoção, interferindo em sua autonomia, deve ser evitada."

Interruptores de fácil acesso


Quem nunca acordou no meio da noite para usar o banheiro? Andar no escuro até encontrar o interruptor pode ser o suficiente para causar uma queda, principalmente na terceira-idade. "O comprometimento da visão se intensifica durante a noite, e qualquer descuido pode resultar em acidentes", conta a geriatra Sonia. É possível diminuir esse risco instalando mais de um interruptor no mesmo cômodo - um perto da porta e outro ao lado da cama, por exemplo. Dessa maneira, o idoso não precisa se locomover na escuridão. Abajures também funcionam, mas com menor eficiência, uma vez que iluminam uma área menor.

Mudanças no banheiro


O banheiro é conhecido como palco de acidentes e quedas, principalmente envolvendo idosos. A espuma e o vapor do banho, bem como o trilho do box e o tapete de banheiro se transformam em verdadeiros vilões quando o assunto é segurança na terceira-idade, levando em conta as dificuldades de equilíbrio e locomoção. As especialistas elencam uma série de mudanças que podem ser adotadas para tornar o banheiro mais seguro. "Substituir a porta do box por uma cortina ou mesmo deixar sem nada é uma solução para eliminar o degrau do trilho", lembra a terapeuta ocupacional Rafaele, afirmando que a medida pode ser adotada para idosos que necessitam da ajuda de cuidadores, de forma a ampliar o espaço do banheiro. "Barras no chuveiro e vaso sanitário também são indicadas, assim como a instalação de antiderrapantes", completa Sonia.

A cadeira de banho pode ser adotada para alguns grupos, principalmente quando o equilíbrio está muito comprometido. Móveis e louças devem ter cores que contrastam com o azulejo e piso, para que o idoso consiga visualizar o espaço claramente. Portanto, banheiros com paredes e chão brancos devem ter o vaso sanitário e a pia de outra cor, como verde ou azul. "Para indivíduos em geral com baixa visão, esse recurso é bastante eficaz", afirma Sonia.

Colchão e cama na altura certa


"É de extrema importância que a altura da cama esteja de acordo com a altura do idoso", diz Sonia. Se não for acessível para a família comprar, faz-se necessário realizar adaptações, como diminuir ou aumentar os pés da cama. Caso o móvel esteja muito alta ou baixo demais, haverá dificuldade para o idoso se deitar e levantar, facilitando quedas. "Densidades muito baixas de colchões, além de não ajudarem na postura, dificultam a mobilidade tanto no momento em que idoso estiver dormindo, ao se virar na cama, quanto ao levantar-se", completa a geriatra. Dessa forma, tão importante quanto a altura apropriada da cama é um colchão de densidade adequada ao peso e tamanho do idoso.

Poltronas e cadeiras


Da mesma maneira que a cama deve estar na altura certa, as poltronas e cadeiras devem seguir um padrão para prevenir a queda do idoso. "É interessante que as poltronas e cadeiras tenham braços, principalmente se utilizadas com frequência, aumentando o conforto e facilitando sua utilização", afirma a terapeuta ocupacional Rafaele. Ter um apoio para se levantar ou sentar evita o desequilíbrio, e o idoso se locomove com mais segurança. É importante optar por cadeiras que tenham boa fixação no chão. Móveis muito leves que tem pernas de plástico ou rodinhas na base, por exemplo, podem favorecer acidentes.

Fonte:Minha Vida

quarta-feira, 27 de março de 2019

Calça de Látex para Hidroterapia e Incontinência

Calça de Látex para Hidroterapia e Incontinência “Látex Short” é um produto exclusivo da CARCI, desenvolvida especialmente para o uso em piscinas por portadores de incontinência urinária, oferecendo conforto e segurança ao usuário.

Cuidados:
  • Não passar.
  • Não secar em varal.
  • Não expor ao Sol.
  • Lavar em água corrente após a utilização.
  • Após secar colocar talco para conservação.
  • O produto poderá causar reações alérgicas em pessoas sensíveis ao látex de borracha natural.
  • Não deverá ser utilizado diretamente sobre a pele e por longos períodos.
  • Objetos pontiagudos ou unhas longas podem danificar o produto.

Garantia :
3 MESES


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Dieta, exercícios, suplementos: como prevenir a osteoartrite

Doença atinge 85% da população acima de 75 anos. Conheça os principais aliados no combate ao desgaste das articulações.

Por muito tempo, o Brasil foi considerado uma nação de jovens.
Os levantamentos demográficos mais recentes, no entanto, demonstram que estamos nos tornando um país mais velho: de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, o número de idosos aumentou 18% nos últimos cinco anos.
Em 2017, o total de brasileiros acima de 60 anos superou a marca de 30 milhões. Com o aumento da faixa etária nacional, mudam também as necessidades e os cuidados com a saúde.
A artrose, nome popular da osteoartrite, é uma das causas mais comuns de perda de qualidade de vida e autonomia na terceira idade. Caracterizada por um desgaste das articulações que revestem os ossos, pode ocorrer em qualquer lugar do corpo – em especial, joelho, quadril, costas e mãos.
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a doença é responsável por 7,5% de todos os afastamentos de trabalho. Por ser uma condição que se intensifica ao longo dos anos, ela é mais frequente a partir dos 60 anos. Ainda segundo a SBR, 85% das pessoas acima dos 75 anos têm evidência radiológica ou clínica de osteoartrite.
O dano no tecido provoca um processo inflamatório local – a artrite – e dores intensas e dificuldade de locomoção, além de deformidades, rigidez e inchaço. “O principal problema é que a cartilagem que forma a articulação é um tecido que não se regenera”, explica Samir Daher, ortopedista diretor do Serviço de Medicina do Esporte do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), em São Paulo.
De olho na tendência de envelhecimento da população e buscando manter a qualidade de vida dos pacientes, o objetivo dos médicos é centrado na prevenção da osteoartrite.
A principal providência é identificar fatores de risco, além do avançar da idade, que possam ser corrigidos. Entram na lista excesso de peso, uso de alguns medicamentos como corticoides, drogas, cigarro, álcool, esportes de alto impacto e doenças autoimunes como a artrite reumatoide.

A força da atividade física

O hábito de se exercitar é um dos grandes aliados para prolongar a vida útil das articulações. “A prática de exercícios fortalece os músculos, que ajudam a absorver o impacto, além de aumentar a irrigação de substâncias benéficas para a articulação”, comenta Daher.
Mesmo quando a artrose se instalou, se movimentar tem poder anti-inflamatório e ajuda a reduzir a dor.
Se a articulação está desgastada ao ponto de exigir uma abordagem cirúrgica, quem é ativo também leva vantagem. “Observamos em estudos que, mesmo quando há indicação de prótese, entre 40% e 45% dos pacientes têm alívio dos sintomas e adiam a cirurgia ao adotar um programa de exercícios”, destaca Daher. “E quase 100% referem melhora da qualidade de vida, por voltar a realizar atividades que faziam antes da dor e se socializar mais”, completa.
Muitos pacientes deixam de se mexer por conta dos efeitos da artrose, e o sedentarismo causa uma perda ainda maior da movimentação, além de aumento da rigidez e da dor, que podem acelerar a progressão da doença.
Para que o exercício funcione, o ideal é evoluir aos poucos, com atividades de baixa intensidade e estabelecendo metas pequenas, sempre com a orientação do profissional de saúde.

Suplementos como aliados

A maior parte dos suplementos indicados para tratamento e prevenção da artrose é feita à base de colágenos, moléculas que compõem a cartilagem das articulações.
Sua utilização, embora não seja capaz de regenerar a cartilagem, pode auxiliar na preservação do tecido. “Os estudos mostram que a eficácia é maior no início do processo de desgaste”, pondera Daher.
Entre eles se destaca o colágeno hidrolisado tipo 2, o UC-II. “Ele responde por até 90% da formação da cartilagem, e hoje a indústria consegue produzi-lo de maneira natural a partir do osso do frango”, comenta o médico.
Um estudo publicado no periódico Nutrition Journal, feito pela Universidade da Califórnia em Davis, mostrou que, após 180 dias de uso desse colágeno, voluntários com artrose no joelho ganharam mais mobilidade e tiveram diminuição da dor que sentiam.
Por ser de origem natural, seu uso é seguro e oferece poucos efeitos colaterais. Mas, para potencializar o efeito, o ideal é combiná-lo com uma dieta equilibrada e a prática de exercícios físicos.
Atualmente, é possível encontrar suplementos que podem ser tomados apenas uma vez ao dia, por meio de minicápsulas.
“Um fator de prevenção ajuda o outro e, com o conjunto, muitas vezes conseguimos estabilizar a dor, e o indivíduo vive mais tempo sem crise”, destaca Daher, que também reforça a importância de avaliar caso a caso, pois nem todos se beneficiarão do suplemento. “Só o médico conseguirá identificar as causas da dor, definir o estágio da artrose e qual é o melhor tratamento”, encerra.

FONTE: EXAME