segunda-feira, 25 de junho de 2018
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Pesquisa confirma: A terceira idade está mais jovem!
A pesquisa “A 3ª idade está mais jovem”, realizada pela Quorum Brasil,
apresenta dados sobre o dia a dia dos idosos. O levantamento foi feito
com 500 pessoas em São Paulo, de 60 a 80 anos, no mês de abril de 2018.
Ressaltando a maneira como vive a terceira idade.
Os dados indicam que a maioria é independente na hora de fazer suas compras: 63% dos entrevistados responderam que fazem suas compras sozinhos. O supermercado foi o primeiro escolhido na pesquisa como o local para fazer as compras (93%), seguido por feiras, mercadinhos e sacolões. A Internet ficou em quinto lugar.
O levantamento também destaca que a maioria nesta faixa etária não consegue guardar dinheiro: 69%. Dos que conseguem guardar (31%), 33% disseram que fazem algum tipo de investimento e a poupança foi a mais escolhida.
O celular faz parte da rotina dos idosos: 72% declararam ter um smartphone e o usam para fazer e receber ligações; ler e enviar mensagens; tirar fotos; acessar e-mails; etc.
A pesquisa também traz dados sobre mobilidade. 30% disseram que gostam de andar a pé pela cidade (sem ser por atividade física) e a grande maioria acha que as calçadas estão longe do ideal: 78,6% dos entrevistados com 71 a 80 anos consideram as calçadas totalmente inadequadas.
A pesquisa perguntou se os entrevistados se achavam idosos. Entre os de 60 a 65 anos, 68% responderam que não. O índice cai para 56% entre aqueles que têm de 66 a 70 anos e para 22% entre os que tem de 71 a 80 anos.
A atividade física está presente no dia a dia da maioria: 53% responderam que praticam exercícios e a caminhada foi a modalidade mais citada, seguida por academia/musculação, natação, corrida, futebol e ciclismo.
A leitura de pesquisas atuais como está só fazem confirmar essa crescente atuação direta das pessoas da terceira idade na sociedade de forma ampla.
Os dados indicam que a maioria é independente na hora de fazer suas compras: 63% dos entrevistados responderam que fazem suas compras sozinhos. O supermercado foi o primeiro escolhido na pesquisa como o local para fazer as compras (93%), seguido por feiras, mercadinhos e sacolões. A Internet ficou em quinto lugar.
O levantamento também destaca que a maioria nesta faixa etária não consegue guardar dinheiro: 69%. Dos que conseguem guardar (31%), 33% disseram que fazem algum tipo de investimento e a poupança foi a mais escolhida.
O celular faz parte da rotina dos idosos: 72% declararam ter um smartphone e o usam para fazer e receber ligações; ler e enviar mensagens; tirar fotos; acessar e-mails; etc.
A pesquisa também traz dados sobre mobilidade. 30% disseram que gostam de andar a pé pela cidade (sem ser por atividade física) e a grande maioria acha que as calçadas estão longe do ideal: 78,6% dos entrevistados com 71 a 80 anos consideram as calçadas totalmente inadequadas.
Terceira idade utiliza transporte público
60% usam o transporte público para se locomover e 56% responderam que são pouco respeitados pelos motoristas de ônibus.A pesquisa perguntou se os entrevistados se achavam idosos. Entre os de 60 a 65 anos, 68% responderam que não. O índice cai para 56% entre aqueles que têm de 66 a 70 anos e para 22% entre os que tem de 71 a 80 anos.
A atividade física está presente no dia a dia da maioria: 53% responderam que praticam exercícios e a caminhada foi a modalidade mais citada, seguida por academia/musculação, natação, corrida, futebol e ciclismo.
A leitura de pesquisas atuais como está só fazem confirmar essa crescente atuação direta das pessoas da terceira idade na sociedade de forma ampla.
terça-feira, 5 de junho de 2018
Agência inova e lança vaga de estágio para idosos; experiência para o cargo: de vida
Aos 60 anos, muita gente que deu duro na vida já se aposentou e está curtindo o dia-a-dia longe da correria dos negócios. Apesar disso, todo mundo conhece alguém que já passou desta idade e não está nada feliz com o marasmo que muitas vezes ronda a aposentadoria.
Quando isso acontece, algumas pessoas buscam a reinserção no mercado de trabalho sem muito sucesso. Na área da comunicação as coisas podem parecer ainda mais difíceis, já que muitas empresas valorizam mais os novos profissionais do que aqueles que possuem mais experiência.Uma exceção parece ser a DMV Comunicação, uma agência de publicidade especializada em shoppings centers, que acaba de lançar uma vaga de Estagiário Sênior para quem tiver disponibilidade de compartilhar sua experiência de vida com a empresa. Abaixo você confere a chamada para o posto, que foi divulgado há 2 dias através do LinkedIn.
E aí, conhece alguém que tenha tudo a ver com o cargo?
Enquanto os jovens batalham para desenvolver habilidades e adquirir conhecimento para fazer a diferença no seletivo mercado de trabalho, os aposentados aproveitam sua experiência para continuar na ativa.
Eles continuam no batente, porém não são assalariados, não estão preocupados com direitos trabalhistas. A maioria aproveita para ficar longe do cartão de ponto, o que ainda favorece as empresas, que têm à disposição mão de obra tarimbada por custo menor. E muitos ainda se tornam microempresários para tocar negócios de prestação de serviços.
De 14 milhões de aposentados com mais 60 anos, 25% continuavam trabalhando em 2013, 5% a mais do que em 2009. Os dados são do Instituto Somatório, que também aponta 70% dos ativos atuando como autônomos. Assim, aqueles que já deram baixa na carteira colaboram para o índice da população ativa do País.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado a faixa etária que mais cresceu na População Economicamente Ativa (PEA) foi a dos seniores com mais de 50 anos.
E um dado interessante: na classe A, um terço dos aposentados são ativos e nas camadas B, C e D, a participação fica em 30%, 25% e 15%, respectivamente. Ou seja, a pesquisa mostra que muitos não são movidos a continuar profissionalmente ativos devido a problemas financeiros.
Mas a maioria dos aposentados responde por mais da metade da renda familiar. Uma participação que aumenta de acordo com o estrato social. Enquanto na classe A eles respondem por 55% da renda, na classe D o índice chega a 88%.
Enfim, independente da motivação, aqueles que no século passado costumavam se entregar aos cuidados da casa, de filhos e netos, agora, aproveitam o aquecimento do mercado de trabalho para dar continuidade ao que sempre fizeram: trabalhar.
Fonte: http://www.senhorasesenhores.com
Fonte: http://www.hypeness.com.br
segunda-feira, 28 de maio de 2018
Mochileiras depois dos 60: as mulheres que, na terceira idade, foram conhecer o mundo...
A rotina de Iracema Genecco, de 67
anos, foi cansativa durante a juventude. Ela costumava acumular dois ou
três empregos no jornalismo para criar a filha única e ainda fazia horas
extras, para aumentar a renda. Logo que conseguiu se aposentar, aos 60
anos, viajou para diversas regiões da Europa. Encantada com a chance de
conhecer novos lugares, tornou-se mochileira.
A história de Iracema assemelha-se à de Vera Lúcia Andrade, de 69 anos, e Flora Contin, de 65. Elas passaram a juventude revezando entre os cuidados com a família e o trabalho. Depois de conquistarem a aposentadoria, decidiram fazer mochilões - viagens de baixo custo e com pouco ou nenhum luxo.
Nas bagagens - carregadas em mochilas ou malas -, cada uma delas levava roupas, itens de higiene pessoal e o sonho de viagens que haviam adiado por tantas décadas.
"Entre as boas experiências que guardo das viagens, a maior de todas é a descoberta de que devemos viver o momento presente da melhor forma possível, pois não conhecemos o futuro e o passado nunca será recuperado", diz Iracema, que fez seu primeiro mochilão em 2011.
Iracema, Vera e Flora estão em uma faixa etária cada vez mais numerosa no Brasil. Em 1991, a população brasileira acima dos 60 anos contabilizava 10,7 milhões de pessoas. O número mais do que dobrou 25 anos depois. Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), os idosos correspondiam a 29,6 milhões de brasileiros em 2016.
E as mulheres são maioria: são 16,6 milhões delas, contra 13 milhões de homens acima de 60 anos.
Uma pesquisa de novembro passado do Ministério do Turismo mostrou que 31,7% dos idosos consultados tinham a intenção de viajar até maio deste ano.
O ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, pontua que o aumento da população idosa tem motivado o setor turístico a fazer adequações. "Temos que trabalhar com políticas públicas específicas e sensibilizar os prestadores de serviços turísticos para a necessidade de estarem cada vez mais preparados para atender esse público de acordo com suas especificidades", explica à BBC Brasil.
Para Iracema, muitos idosos temem conhecer novos lugares por acreditarem que seja impossível viajar depois dos 60. "Se a pessoa tem boa saúde, gosta de caminhar bastante e tem forças para levar a mala, o resto é lucro. É importante fazer um check-up antes, com médicos e dentistas, contratar um seguro de viagem pelo período em que permanecer fora e levar medicação necessária. Tomando esses cuidados, fica tudo bem."
A rotina profissional e os cuidados com a filha não a deixavam ir para muito longe. "Era difícil conciliar os dias de férias para viajar, porque além do dinheiro curto, eu acumulava os empregos. Saía de um trabalho e corria para o outro, diariamente. No horário do lanche, dava uma escapada para espiar minha filha na creche. Nos fins de semana, ainda fazia algum freelancer", lembra.
A filha da jornalista cresceu, se tornou independente e foi para Londres. Há sete anos, Iracema conquistou a aposentadoria e foi visitar a filha. Durante a viagem, aproveitou para ir a outras regiões da Europa. "Depois, não consegui mais ficar sossegada em casa. Mal retornava de uma viagem e já ficava pensando na próxima."
Desde então, ela tem feito diversos mochilões pelo mundo. Há cinco anos, decidiu que não iria ter paradeiro fixo e passou a levar a vida viajando. "Fui aumentando gradativamente os períodos das viagens. Começaram com duração de quatro meses, depois seis meses, passou para um ano e agora não tenho mais volta programada. Gosto de viagens de longa duração. Vou para uma região, me instalo e saio para conhecer as redondezas."
Ela conheceu lugares como a Ilha de Páscoa, o Irã, a Rússia e diversos países da Europa, onde passou meses seguidos. Atualmente, está na Espanha há nove meses. "Não tenho previsão de quando vou sair daqui, quero ficar mais um tempo, para conseguir visto de longa duração", relata a aposentada. "Vou ficando nos lugares. De repente, vejo outro local que gostaria de conhecer e vou."
O idioma nunca foi problema. "Eu consigo dialogar em inglês, italiano e espanhol. Não houve nenhuma dificuldade que o Google Translate não solucionasse", diz.
Para sobreviver nos países, ela utiliza a aposentadoria e também trabalha em troca de hospedagem e alimentação. "Já cuidei de cachorro e de casa, fiz plantações em jardim ou horta e até limpei casas."
Ela conta ainda que aprendeu a readaptar a vida e os costumes após se tornar viajante. "Não compro nada além do necessário. Ando de transporte público ou de carona. Só compro passagens aéreas se estiverem em promoção", diz.
A mochileira revela ter passado por momentos difíceis durante as viagens, como o dia em que perdeu um barco que a levaria a uma cidade onde tinha reservado duas diárias em um hotel. "Eu fiquei sem rumo e sem ter lugar para ficar. Foi a única vez em que sentei na mala e chorei, enquanto via o barco sumindo no horizonte", conta.
Nenhuma dificuldade, porém, desestimulou Iracema de seguir viajando. Solitária durante a maioria das viagens, a idosa teve de aprender a lidar com os próprios temores. "O medo é inevitável, acredito que ele seja o nosso guardião. Ele nos avisa dos momentos potencialmente perigosos."
"Falei que também queria ir. Eu quis ter essa experiência porque tenho a cabeça bem aberta, gosto muito de ler e de me aventurar", conta Vera.
O filho dela, o analista de marketing Helder Araújo, não acreditou, a princípio, que a mãe fosse acompanhá-lo. "Eu falei que iríamos ficar em quartos compartilhados em hostels, que o orçamento era de baixo custo, que não era todos os dias que teríamos três refeições e que teríamos de usar transporte público. Mesmo com tudo isso, ela respondeu: ótimo", diz.
Quando era mais nova, Vera trabalhava com análises químicas. Casada há 40 anos, ela dividia a vida entre a dedicação à família e ao trabalho. Eram poucas as viagens, somente para visitar familiares, em Goiás. O sonho de conhecer novos lugares no Brasil ou em outros países sempre a acompanhou. "Eu leio muito e acho que a leitura faz com que a gente tenha vontade de conhecer o mundo todo", conta a aposentada.
Ela e o filho viajaram durante 18 dias, de 8 a 16 de abril. Conheceram Roma e Florença, na Itália; Liubliana, na Eslovênia; Zagreb, na Croácia, e Viena, na Áustria. "A gente ia aos pontos turísticos, aos museus e aos lugares altos onde dava para ver a cidade. Não deixei de ir a nenhum lugar. Fomos até em alguns que não eram planejados", orgulha-se.
O desempenho da aposentada surpreendeu o filho, que não esperava que ela conseguisse ir a todos os lugares planejados. "Várias pessoas com minha idade não têm metade do pique dela. Ela foi incrível."
A aposentada conta que outros turistas ficavam surpresos com a presença dela nos hostels. "Eles diziam que era maravilhoso ver uma senhora da minha idade fazendo um mochilão, ficando em quartos compartilhados e tendo que subir em beliches", relata Vera, que se comunicava com os estrangeiros por meio do Google Translate. "Eu pegava o celular e colocava no tradutor, porque meu inglês não é bom", diverte-se.
Para ela, o mochilão foi a melhor viagem que fez em toda a vida. "Foi fantástico. Conheci muitos lugares e pessoas bacanas. Tem muito jovem aventureiro, sem medo de viajar. Isso é incrível." Vera conta que a presença do filho foi fundamental. "Eu não tive medo em nenhum momento, porque me sinto segura com ele. Meu filho fala bem inglês e sabe administrar as viagens que faz, por isso estava tranquila", relata.
Os filhos da aposentada, a princípio, tiveram medo da viagem solitária da mãe, então com 64 anos. Depois, acabaram incentivando e a auxiliando nos preparativos.
Para organizar a aventura, ela acessou diversos sites e páginas sobre mochileiros que foram a Machu Picchu. "Depois, começamos a pesquisar sobre hotel, hostel e outras coisas. Comprei minha passagem com antecedência e anotei todas as dicas que via em grupos de viajantes."
Ela embarcou para o Peru em 11 de agosto. A primeira viagem sozinha foi um desafio para a aposentada. "Eu tive muita insegurança. Logo que cheguei ao Peru, tive que me virar. Não havia ninguém me esperando. Para driblar o medo, toda hora pensava: é um sonho e vou superar."
"Quando você está lá, as coisas vão acontecendo aos poucos e você vai superando. No fim, fiquei feliz, mesmo com meus medos e inseguranças", completa.
Ela passou dois dias em Lima, capital do Peru. Depois foi para Cusco, onde visitou sítios arqueológicos e museus. Por fim, embarcou no ônibus que a levou a Machu Picchu.
"Olhava tudo aquilo e pensava o quanto era maravilhoso estar ali. Era tudo o que eu mais queria", diz a aposentada.
Os registros fotográficos de Flora foram feitos pelos viajantes que conheceu durante o passeio. "Eles falavam que era incrível ver uma pessoa da minha idade viajando sozinha. Eu ficava realizada por isso. Mesmo sozinha, fui muito feliz."
A psicóloga Daniela Zanini explica que as viagens trazem diversos benefícios aos idosos. "Representam estímulos diversos e diferentes dos habituais. Aumentam da rede social do idoso, além de melhorar a autoestima, a qualidade de vida e o bem-estar", afirma.
As viagens trouxeram uma nova visão sobre a vida para Flora. "A vida é curta. A gente vive em um redemoinho, com casa, comida, roupa e outros compromissos. Mas se tem vontade, vá atrás dos seus sonhos, vá viajar. Viver é simples e não é preciso muita coisa pra ser feliz."
Prestes a completar 70 anos, Vera Lúcia também incentiva outros idosos a viajar. "Idade não é impeditivo. Faço ioga, teclado e dança. Sou uma pessoa muito ativa. Tenho uma garra para viver e participar das coisas. Nunca é tarde para fazer qualquer coisa na vida. Tudo é uma questão de vontade", diz.
Entusiasta das viagens na terceira idade, Iracema acredita que sua vida melhorou após decidir pegar sua mala e a mochila para sair sem destino certo. "O mundo é muito maior do que o meu quintal. Não consigo ficar parada no sofá assistindo TV. Enquanto conseguir arrastar minha mala e mochila por aí, penso em seguir viajando."
Fonte: BBC
A história de Iracema assemelha-se à de Vera Lúcia Andrade, de 69 anos, e Flora Contin, de 65. Elas passaram a juventude revezando entre os cuidados com a família e o trabalho. Depois de conquistarem a aposentadoria, decidiram fazer mochilões - viagens de baixo custo e com pouco ou nenhum luxo.
Nas bagagens - carregadas em mochilas ou malas -, cada uma delas levava roupas, itens de higiene pessoal e o sonho de viagens que haviam adiado por tantas décadas.
"Entre as boas experiências que guardo das viagens, a maior de todas é a descoberta de que devemos viver o momento presente da melhor forma possível, pois não conhecemos o futuro e o passado nunca será recuperado", diz Iracema, que fez seu primeiro mochilão em 2011.
Iracema, Vera e Flora estão em uma faixa etária cada vez mais numerosa no Brasil. Em 1991, a população brasileira acima dos 60 anos contabilizava 10,7 milhões de pessoas. O número mais do que dobrou 25 anos depois. Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), os idosos correspondiam a 29,6 milhões de brasileiros em 2016.
E as mulheres são maioria: são 16,6 milhões delas, contra 13 milhões de homens acima de 60 anos.
Uma pesquisa de novembro passado do Ministério do Turismo mostrou que 31,7% dos idosos consultados tinham a intenção de viajar até maio deste ano.
O ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, pontua que o aumento da população idosa tem motivado o setor turístico a fazer adequações. "Temos que trabalhar com políticas públicas específicas e sensibilizar os prestadores de serviços turísticos para a necessidade de estarem cada vez mais preparados para atender esse público de acordo com suas especificidades", explica à BBC Brasil.
Para Iracema, muitos idosos temem conhecer novos lugares por acreditarem que seja impossível viajar depois dos 60. "Se a pessoa tem boa saúde, gosta de caminhar bastante e tem forças para levar a mala, o resto é lucro. É importante fazer um check-up antes, com médicos e dentistas, contratar um seguro de viagem pelo período em que permanecer fora e levar medicação necessária. Tomando esses cuidados, fica tudo bem."
Viajante sem rumo certo
Na juventude, Iracema costumava sonhar com as viagens que faria para conhecer o mundo. "Eu pensei nisso a vida inteira, mas só consegui depois de aposentada."A rotina profissional e os cuidados com a filha não a deixavam ir para muito longe. "Era difícil conciliar os dias de férias para viajar, porque além do dinheiro curto, eu acumulava os empregos. Saía de um trabalho e corria para o outro, diariamente. No horário do lanche, dava uma escapada para espiar minha filha na creche. Nos fins de semana, ainda fazia algum freelancer", lembra.
A filha da jornalista cresceu, se tornou independente e foi para Londres. Há sete anos, Iracema conquistou a aposentadoria e foi visitar a filha. Durante a viagem, aproveitou para ir a outras regiões da Europa. "Depois, não consegui mais ficar sossegada em casa. Mal retornava de uma viagem e já ficava pensando na próxima."
Desde então, ela tem feito diversos mochilões pelo mundo. Há cinco anos, decidiu que não iria ter paradeiro fixo e passou a levar a vida viajando. "Fui aumentando gradativamente os períodos das viagens. Começaram com duração de quatro meses, depois seis meses, passou para um ano e agora não tenho mais volta programada. Gosto de viagens de longa duração. Vou para uma região, me instalo e saio para conhecer as redondezas."
Ela conheceu lugares como a Ilha de Páscoa, o Irã, a Rússia e diversos países da Europa, onde passou meses seguidos. Atualmente, está na Espanha há nove meses. "Não tenho previsão de quando vou sair daqui, quero ficar mais um tempo, para conseguir visto de longa duração", relata a aposentada. "Vou ficando nos lugares. De repente, vejo outro local que gostaria de conhecer e vou."
O idioma nunca foi problema. "Eu consigo dialogar em inglês, italiano e espanhol. Não houve nenhuma dificuldade que o Google Translate não solucionasse", diz.
Para sobreviver nos países, ela utiliza a aposentadoria e também trabalha em troca de hospedagem e alimentação. "Já cuidei de cachorro e de casa, fiz plantações em jardim ou horta e até limpei casas."
Ela conta ainda que aprendeu a readaptar a vida e os costumes após se tornar viajante. "Não compro nada além do necessário. Ando de transporte público ou de carona. Só compro passagens aéreas se estiverem em promoção", diz.
A mochileira revela ter passado por momentos difíceis durante as viagens, como o dia em que perdeu um barco que a levaria a uma cidade onde tinha reservado duas diárias em um hotel. "Eu fiquei sem rumo e sem ter lugar para ficar. Foi a única vez em que sentei na mala e chorei, enquanto via o barco sumindo no horizonte", conta.
Nenhuma dificuldade, porém, desestimulou Iracema de seguir viajando. Solitária durante a maioria das viagens, a idosa teve de aprender a lidar com os próprios temores. "O medo é inevitável, acredito que ele seja o nosso guardião. Ele nos avisa dos momentos potencialmente perigosos."
Na companhia do filho
Vera Lúcia, 69, já havia viajado - fora três vezes aos Estados Unidos, onde vive a filha mais velha -, porém nunca tinha pensado em fazê-lo de um modo mais aventureiro. No ano passado, ao ouvir do filho mais novo, de 22 anos, que ele iria sozinho em um mochilão para a Europa, ela decidiu acompanhá-lo."Falei que também queria ir. Eu quis ter essa experiência porque tenho a cabeça bem aberta, gosto muito de ler e de me aventurar", conta Vera.
O filho dela, o analista de marketing Helder Araújo, não acreditou, a princípio, que a mãe fosse acompanhá-lo. "Eu falei que iríamos ficar em quartos compartilhados em hostels, que o orçamento era de baixo custo, que não era todos os dias que teríamos três refeições e que teríamos de usar transporte público. Mesmo com tudo isso, ela respondeu: ótimo", diz.
Quando era mais nova, Vera trabalhava com análises químicas. Casada há 40 anos, ela dividia a vida entre a dedicação à família e ao trabalho. Eram poucas as viagens, somente para visitar familiares, em Goiás. O sonho de conhecer novos lugares no Brasil ou em outros países sempre a acompanhou. "Eu leio muito e acho que a leitura faz com que a gente tenha vontade de conhecer o mundo todo", conta a aposentada.
Ela e o filho viajaram durante 18 dias, de 8 a 16 de abril. Conheceram Roma e Florença, na Itália; Liubliana, na Eslovênia; Zagreb, na Croácia, e Viena, na Áustria. "A gente ia aos pontos turísticos, aos museus e aos lugares altos onde dava para ver a cidade. Não deixei de ir a nenhum lugar. Fomos até em alguns que não eram planejados", orgulha-se.
O desempenho da aposentada surpreendeu o filho, que não esperava que ela conseguisse ir a todos os lugares planejados. "Várias pessoas com minha idade não têm metade do pique dela. Ela foi incrível."
A aposentada conta que outros turistas ficavam surpresos com a presença dela nos hostels. "Eles diziam que era maravilhoso ver uma senhora da minha idade fazendo um mochilão, ficando em quartos compartilhados e tendo que subir em beliches", relata Vera, que se comunicava com os estrangeiros por meio do Google Translate. "Eu pegava o celular e colocava no tradutor, porque meu inglês não é bom", diverte-se.
Para ela, o mochilão foi a melhor viagem que fez em toda a vida. "Foi fantástico. Conheci muitos lugares e pessoas bacanas. Tem muito jovem aventureiro, sem medo de viajar. Isso é incrível." Vera conta que a presença do filho foi fundamental. "Eu não tive medo em nenhum momento, porque me sinto segura com ele. Meu filho fala bem inglês e sabe administrar as viagens que faz, por isso estava tranquila", relata.
'Feliz com meus medos'
A aposentada Flora Contin também queria uma companhia durante a viagem. No entanto, os dois filhos não puderam acompanhá-la. "Eles trabalham e têm a vida deles. Chamei também alguns amigos, mas ninguém podia", comenta. Sozinha, decidiu realizar um sonho que a acompanhava havia anos: conhecer Machu Picchu, no Peru. "Decidi que era a minha hora de viajar."Os filhos da aposentada, a princípio, tiveram medo da viagem solitária da mãe, então com 64 anos. Depois, acabaram incentivando e a auxiliando nos preparativos.
Para organizar a aventura, ela acessou diversos sites e páginas sobre mochileiros que foram a Machu Picchu. "Depois, começamos a pesquisar sobre hotel, hostel e outras coisas. Comprei minha passagem com antecedência e anotei todas as dicas que via em grupos de viajantes."
Ela embarcou para o Peru em 11 de agosto. A primeira viagem sozinha foi um desafio para a aposentada. "Eu tive muita insegurança. Logo que cheguei ao Peru, tive que me virar. Não havia ninguém me esperando. Para driblar o medo, toda hora pensava: é um sonho e vou superar."
"Quando você está lá, as coisas vão acontecendo aos poucos e você vai superando. No fim, fiquei feliz, mesmo com meus medos e inseguranças", completa.
Ela passou dois dias em Lima, capital do Peru. Depois foi para Cusco, onde visitou sítios arqueológicos e museus. Por fim, embarcou no ônibus que a levou a Machu Picchu.
"Olhava tudo aquilo e pensava o quanto era maravilhoso estar ali. Era tudo o que eu mais queria", diz a aposentada.
Os registros fotográficos de Flora foram feitos pelos viajantes que conheceu durante o passeio. "Eles falavam que era incrível ver uma pessoa da minha idade viajando sozinha. Eu ficava realizada por isso. Mesmo sozinha, fui muito feliz."
Novos sonhos
Flora e Vera Lúcia planejam novos passeios, no Brasil e no exterior. Já Iracema continua sua viagem pelo mundo e sem previsão para voltar a morar no Brasil.A psicóloga Daniela Zanini explica que as viagens trazem diversos benefícios aos idosos. "Representam estímulos diversos e diferentes dos habituais. Aumentam da rede social do idoso, além de melhorar a autoestima, a qualidade de vida e o bem-estar", afirma.
As viagens trouxeram uma nova visão sobre a vida para Flora. "A vida é curta. A gente vive em um redemoinho, com casa, comida, roupa e outros compromissos. Mas se tem vontade, vá atrás dos seus sonhos, vá viajar. Viver é simples e não é preciso muita coisa pra ser feliz."
Prestes a completar 70 anos, Vera Lúcia também incentiva outros idosos a viajar. "Idade não é impeditivo. Faço ioga, teclado e dança. Sou uma pessoa muito ativa. Tenho uma garra para viver e participar das coisas. Nunca é tarde para fazer qualquer coisa na vida. Tudo é uma questão de vontade", diz.
Entusiasta das viagens na terceira idade, Iracema acredita que sua vida melhorou após decidir pegar sua mala e a mochila para sair sem destino certo. "O mundo é muito maior do que o meu quintal. Não consigo ficar parada no sofá assistindo TV. Enquanto conseguir arrastar minha mala e mochila por aí, penso em seguir viajando."
Fonte: BBC
Iracema, Vera e Flora
estão em uma faixa etária cada vez mais numerosa no Brasil. Em 1991, a
população brasileira acima dos 60 anos contabilizava 10,7 milhões de
pessoas. O número mais do que dobrou 25 anos depois. Conforme a Pesq... -
Veja mais em
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2018/05/27/mochileiras-depois-dos-60-as-mulheres-que-na-terceira-idade-foram-conhecer-o-mundo.htm?cmpid=copiaecola
Iracema, Vera e Flora
estão em uma faixa etária cada vez mais numerosa no Brasil. Em 1991, a
população brasileira acima dos 60 anos contabilizava 10,7 milhões de
pessoas. O número mais do que dobrou 25 anos depois. Conforme a Pesq... -
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https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2018/05/27/mochileiras-depois-dos-60-as-mulheres-que-na-terceira-idade-foram-conhecer-o-mundo.htm?cmpid=copiaecola
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Por que a prática de exercícios é tão benéfica na terceira idade
Estudos mostram que os marcadores de saúde de um jovem sedentário de 20 anos e de um idoso de 80 anos treinado são iguais.
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Vacinação contra gripe começa na segunda-feira em todo o País
Campanha vai até o dia 1º de junho; neste ano, imunização protege contra os vírus H1N1; influenza B e H3N2
BRASÍLIA - O Ministério da Saúde lança na próxima segunda-feira, 23, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Até o dia 1º de junho, crianças entre 6 meses e 5 anos, maiores de 60, trabalhadores de saúde, professores, pessoas privadas de liberdade, com necessidades especiais, gestantes, mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 anos e indígenas poderão ir a um dos postos de saúde para receber o imunizante. Neste ano, a vacina protege contra o H1N1, influenza B e o H3N2, tipo de vírus que provocou um aumento significativo de casos e de mortes relacionadas à doença no Hemisfério Norte. Em Goiás, em virtude do aumento de casos de gripe, a campanha foi antecipada.
Nova linhagem de vírus da gripe preocupa após causar mortes na América do Norte
"Apesar de o aumento de casos ter sido muito significativo no Hemisfério Norte, não temos até agora nenhuma indicação que o mesmo fenômeno vá se repetir no Brasil", afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla DominguesEm 20 dias, mortes pelo vírus da gripe quase dobram em São Paulo
Neste ano, foram confirmados no País 392 casos de influenza, com 62 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 394 ocorrências, com 66 mortes. Além de o número de casos ser semelhante ao do ano passado, Carla observou que, para população do Hemisfério Sul, a vacina contra gripe já leva em sua composição o imunizante feito de variações de cepas identificadas na região. Por isso, completou, a necessidade de as pessoas aderirem à campanha.
O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, afirmou que a maior preocupação da campanha neste ano é garantir cobertura vacinal semelhante em todos os grupos considerados prioritários. Occhi observou que, embora a cobertura no ano passado tenha sido de 88%, em algumas populações ela esteve abaixo do que seria considerado ideal. Foi o caso, por exemplo, das crianças entre 6 meses e 5 anos. No ano passado, 77% das crianças nessa faixa etária foram imunizadas.
"Fazemos um apelo para que pais levem seus filhos aos postos de vacinação. Crianças abaixo de 5 anos estão mais suscetíveis a complicações provocadas pela gripe, podem desenvolver casos graves da doença", alertou Carla.
O ministério afirmou que não será feita a prorrogação da campanha. Depois do prazo, qualquer pessoa interessada poderá ser vacinada contra a gripe, com as doses remanescentes. Carla disse não haver a princípio nenhuma estratégia para fazer uma campanha coordenada de vacinação contra gripe e febre amarela. Ela observou, no entanto, que no caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, que fazem uma campanha de imunização contra a febre amarela, tal política poderá ser adotada.
"Mas isso irá ocorrer de acordo com a orientação dos governos locais e, sobretudo, de acordo com a capacidade dos profissionais de saúde."
Ela esclareceu, porém, não haver nenhuma contraindicação de se aplicar simultaneamente a vacina contra a febre amarela e a contra a gripe.
A expectativa do governo é imunizar 54 milhões de pessoas. O quantitativo adquirido é superior a essa marca. Foram encomendados ao Instituto Butantã 60 milhões de doses. O ministro afirmou que a diferença é uma margem de segurança. "Caso haja desvio ou perda do imunizante."
O Brasil é o País em que a oferta da vacina contra gripe é mais abrangente, disse Carla. "Em nenhum outro local do mundo tantos grupos têm acesso à vacina gratuita." Não há intenção do governo em ampliar esse grupo. A coordenadora explica que a população adulta e não atendida pela campanha de vacinação é indiretamente protegida. Isso porque quanto mais pessoas estão vacinadas, menor o risco de circulação do vírus. "E isso beneficia a todos. Incluindo os não vacinados."
Há dois critérios que determinam a escolha de grupos atendidos pela campanha de vacinação contra gripe. Em primeiro lugar, os mais vulneráveis. Pessoas que, se contaminadas, têm maior risco de contaminação, como idosos, crianças e gestantes. Em segundo lugar, estão integrantes de grupos mais expostos ao vírus, como profissionais de saúde, pessoas privadas de liberdade e professores.
Fonte: Estadão
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Garotinho se veste de policial para entregar flores a idosos
Oliver Davis quer ser um policial quando crescer e gosta de fazer gentilezas.
Fonte: Estadão
Um garotinho nos Estados Unidos fez uma resolução de Ano Novo muito
solidária: decidiu que visitaria mais casas de repouso em 2018.
Diferentemente de muitas pessoas, Oliver Davis cumpriu a sua promessa.
Sempre fantasiado de policial, ele já visitou nove lares para idosos
no Kansas, nos Estados Unidos, para entregar flores aos idosos. Ele
contou que pretende ser um policial quando crescer e que gosta de ser
gentil.
“Eu gosto de fazer as pessoas sorrirem”, disse à ABC News nesta segunda-feira, 16. “É uma das minhas coisas favoritas”.
“Ele se considera um policial de verdade, então discutimos a
possibilidade de ele entregar flores em casas de repouso”, contou Davis,
policial de Overland Park. Foi assim que, após fazer sua primeira
entrega de flores, ele ganhou um distintivo honorário do departamento de
polícia da cidade de Leawood.
Courtney O'Connor, diretor executivo de um dos lares que
Oliver ajuda, falou que ele também entrega multas aos idosos por serem
“muito fofos”: “Eles amam, ficam felizes a semana inteira. Ele é muito
carinhoso, afetuoso e abraçou a todos”.
Fonte: Estadão
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