quarta-feira, 18 de julho de 2018

Terceira Idade ganha milhares de vagas gratuitas em cursos na USP

Além de oferecer 4,3 mil vagas em atividades regulares, o programa USP Aberta à Terceira Idade traz exposição fotográfica e recria jornal produzido por idosos.


A USP abre inscrições para as atividades do segundo semestre de 2018 do programa USP Aberta à Terceira Idade (UATI). Em sua 49ª edição, a iniciativa gratuita, realizada na capital e nos campi do interior, disponibiliza 4279 vagas, divididas entre disciplinas regulares, oferecidas nos cursos de graduação da USP, e atividades complementares, que englobam cursos, palestras, excursões, práticas esportivas e didático-culturais. Os interessados não precisam ter vínculo com a universidade e devem ter mais de 60 anos.

Propriedade Intelectual e Acesso à Informação, Biomecânica Aplicada, Comunicação Organizacional, Coaching de Bem Estar e Saúde, Jornalismo Esportivo, Arte da Crônica e do Conto, Circuitos Elétricos e Produção Audiovisual em Comunicação Digital estão entre os 340 cursos disponíveis, que são ministrados nos campi da USP em Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, São Carlos e São Paulo. Algumas disciplinas exigem pré-requisito, mas para a maioria nada é exigido.

Atividades esportivas exclusivas para idosos também têm vagas em programas como Dança Circular, Ginástica Adaptada, Musculação, Pilates e Treinamento Funcional.  Além disso serão oferecidas atividades culturais com especialistas de diversas áreas, como Empreendedorismo e Franquias, Práticas com Tablets e Celulares, Artesanato, Atividades práticas de Conservação e Restauração no Museu Paulista e aulas de viola, violão, piano, guitarra, canto e teoria musical.

Ao mesmo tempo em que disponibiliza vagas aos idosos e proporciona um intercâmbio geracional com os alunos da USP, o programa se posiciona como um polo de discussão sobre o tema do envelhecimento, com atividades e parcerias que vão além das disciplinas abertas especificamente a esse público.

“Esperamos neste semestre expandir ainda mais a nossa inserção na comunidade. E para isso além dos cursos que já fazem parte da programação da USP Aberta à Terceira Idade, faremos atividades culturais na UNIBES, nas quais serão debatidos temas como ageismo (idadismo) - preconceito contra o idoso; violência contra o idoso; demência e cuidados;  e cidades amigas dos idosos.”, relata o médico Egídio Dórea, coordenador do programa.

Além da parceria com a UNIBES Cultural, a UATI firmou acordo com a rede de longevidade Lab 60+ com o intuito de trazer novas experiências para os participantes do programa. A cooperação prevê encontros onde os frequentadores de diferentes gerações poderão trocar ideias sobre novas propostas de trabalho e formação de network.

Este semestre a UATI retoma um antigo projeto desenvolvido pelos idosos durante quase uma década: o Jornal Reproposta. Criado em dezembro de 1997, durante a disciplina Aventura de Fazer Jornal, ministrada pelo professor Manuel Carlos Chaparro, o jornal bimestral com temas voltados para os público sênior foi realizado até julho de 2004 sob a supervisão do docente e posteriormente virou uma revista semestral orientada pela professora Cremilda Medina, ambos do Departamento de Jornalismo da ECA - USP.

Reproposta, que significa uma nova proposta para a vida após atingir a terceira idade, foi descontinuado há mais de uma década e, por sugestão de uma ex-aluna e participante do projeto, Dórea resolveu retomar a iniciativa no formato digital com previsão de lançamento em setembro de 2018.

“No último dia do calouro do idoso fui procurado por uma das antigas participantes da elaboração do jornal com um pedido para retomar o mesmo. Conversamos e conclui que foi e que será um meio muito importante para que os próprios idosos tragam aspectos que eles consideram importantes para eles. É uma forma de se expressarem e serem ouvidos. Montaremos uma equipe de coordenação e as edições serão publicadas a cada 2 meses”, relata o coordenador da UATI.

Além do jornal, a UATI irá realizar este semestre na sede da UNIBES Cultural uma exposição fotográfica produzida pelos alunos e ex-alunos com o tema Memória de São Paulo - Mesmo Espaço, Tempos Diversos. 

Criado pela professora Ecléa Bosi em 1994, o programa, que completou 24 anos de atividades ininterruptas, é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP.


USP Aberta à Terceira Idade

A relação completa de atividades está disponível no site prceu.usp.br/3idade  

Inscrições para disciplinas regulares | De 23 a 27 de julho de 2018 - Vagas limitadas disponíveis por ordem de chegada.

Inscrições para as atividades complementares | Cada unidade define seu calendário de inscrição, por­tanto, é imprescindível observar as informações de cada atividade na consulta ao site.

Todas as atividades são gratuitas e as inscrições são abertas para os interessados acima de 60 anos. 
Contato para dúvidas e informações: (11) 3091-9183, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h, ou pelo e-mail 3idade@usp.br.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Smartphone e Videogame entram na rotina dos residenciais para idosos

Casas têm aulas de computação e jogos virtuais, com objetivo de estimular raciocínio, coordenação motora e aproximar os mais velhos da família.

“Como vai você? Eu preciso saber da sua vida”, cantarola a professora aposentada Ronalda Caleiro, de 90 anos, enquanto assiste a um vídeo do cantor Roberto Carlos no YouTube. Perto dela está a pedagoga aposentada Ney Rennó, de 83 anos, que joga paciência no computador. As duas não se intimidam com telas e cliques: são alunas de uma oficina que ensina os mais velhos a usar smartphones, redes sociais e computadores – tendência cada vez mais presente nos residenciais para idosos. Videogames também entraram no cardápio de atividades desses locais, onde é possível morar ou passar o dia, sob cuidados de profissionais.  

Ronalda já participou de duas aulas desde que começou a viver, há um mês, no Residencial Santa Cruz, no Jardim Marajoara, zona sul paulista. E, embora nunca tenha gostado de tecnologia, está vendo o mundo virtual como uma alternativa para manter o contato com as pessoas que ama.  

“Estava acostumada a lidar com casa, limpar, passar. Meu filho me deu um celular, mas achei muito difícil”, diz Ronalda. Precisa de tempo para aprender. Só tenho meu filho e meu neto e quero falar (com eles).”

A dona de casa Maria Bersot, de 86 anos, achava que não queria aprender a usar aparelhos tecnológicos. Mudou de ideia. “Quem está fora disso, não está no mundo. Em duas aulas, aprendi a telefonar pelo celular. O celular é muito rápido e eu apertava com força. Quando apertava o número um, ele já aparecia três vezes. Agora, já sei tirar foto. Aprendi sozinha.”

Maria usa o aparelho para se comunicar com a filha, que mora em Santos, no litoral paulista, e diz que é incentivada por ela a fazer aulas de computação. “Eu pensava que a tecnologia fosse difícil, mas não é”, diz. 

A também dona de casa Maria Terezinha Ledo, de 86 anos, já tinha um pouco de conhecimento tecnológico, mas passou a interagir mais nas redes sociais após as aulas. “Tem coisas no Facebook que não sei muito. O resto vou enfrentando. Uso o WhatsApp todo dia e adoro foto.” O YouTube também caiu no gosto dela. “Escuto minhas músicas antigas: Orlando Silva, Nelson Gonçalves. Quase não vejo mais televisão”, conta. 

Novidade 

Gerente de Tecnologia da Informação do residencial, Alexandre Nadalutti explica que a oficina “Conectados” começou há cerca de dez meses para aproximar os idosos das tecnologias, mas sempre atendendo às suas demandas. “Essa aula ocorre uma vez por semana para que possam perder o medo e ver o que podem ganhar com o computador. Nossa abordagem é para ver o que gostam, como músicas, jogar cartas.”

Segundo ele, os benefícios vão além dos novos conhecimentos. “Estimulamos a coordenação motora, e um dos pontos mais legais é a interação com a família. Fazemos tour mostrando cidades com o Google Street View, eles conversam pelo Skype. As aulas ampliam os horizontes deles por meio da tecnologia”, diz. 

A saudade da casa onde morava em Ubatuba, no litoral norte paulista, acaba quando Ney está na frente do computador. “Vejo a minha casa. Fechada, com a cortina aberta. Gosto de ver minha casa, minha cidade. Eu me sinto muito perto de lá.”

A aposentada conta que ganhou três computadores do filho, mas nunca se interessou. Agora, quer dar uma chance ao equipamento. “Quero aprender a me comunicar com minha família. Meus netos mandam fotografias em campeonatos de surfe. O que tem 9 anos ganhou. Não sei mexer no celular, mas, de vez em quando, eu vejo.”

Para a dona de casa Nair Olivieri, de 91 anos, a melhor parte é ouvir músicas italianas. Na aula, até cantou vendo um show de Andrea Bocelli. “Esse nem é um dos shows mais bonitos. Tem uns que eu choro. Com a minha idade, tem de ser coisa que bate no coração.” 

Jogos

O videogame também está sendo usado em outros residenciais. Começou com testes no Recanto São Camilo, em Cotia, Grande São Paulo. E, no ano passado, passou a integrar a programação semanal. “Usamos um jogo de esportes, que tem futebol, tênis, boliche, escalada. Antigamente, utilizávamos os esportes convencionais e, agora, estamos com o Xbox. Trouxemos essa opção para que eles possam acompanhar as tecnologias”, diz a terapeuta ocupacional Juliana Firme, especialista em gerontologia.

Na atividade, são estimulados o raciocínio, a atenção, o equilíbrio, respeitando as limitações dos idosos. “Temos atividades manuais e buscamos na internet inspirações para que possam desenhar. Tem idosos que utilizam o celular e trazem o desejo de partilhar a rotina com os familiares”, conta.  



Unidades têm Wi-Fi e até jogo de boliche virtual 

Além do contato com smartphones durante as oficinais de tecnologia, os moradores dos residenciais para idosos usam aparelhos dados pelos parentes. Por isso, a rede interna de Wi-Fi se tornou uma necessidade. 

Dos 370 residentes nas seis unidades do Cora Residencial Sênior, pelo menos 30 usam algum tipo de tecnologia. As aulas de informática e de smartphone estão começando a atrair adeptos. O Cora tem atividades do tipo em suas seis unidades na capital, em bairros como Jardins e Higienópolis, na região central de São Paulo. 

“É uma forma de entretenimento. Eles buscam ver notícias, procuram receitas e mensagens, mas têm uma diferença em relação aos jovens, porque olham como algo que vai ajudar, não como alguma coisa que vai ter de usar o tempo todo”, explica Camilla Vilela, gerontóloga do residencial.

O videogame também foi incluído nas atividades e, há um ano, eles foram apresentados ao jogo de boliche virtual. “Nós usamos esse jogo porque foi uma atividade que fizeram de forma analógica. Eles relembram histórias e trazem conteúdo da vida deles. Quando começamos a atividade, não conseguiam entender como era possível o movimento do corpo ser reproduzido na televisão. Agora, estão bem animados”, afirma Camilla.

Na rede pública, também há oficinas do tipo para os mais velhos. O Centro de Referência do Idoso da zona norte, em Santana, vai abrir do dia 10 ao dia 24 inscrições para o curso gratuito de informática, que aborda o nível básico de computação e internet. O espaço também oferece aulas esporádicas de uso de smartphone. 

Benefícios

Professor associado do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Cícero Galli Coimbra explica que o benefício de novos aprendizados em qualquer etapa da vida já foi provado em estudos científicos. “Quando a pessoa está aberta a aprender coisas novas, mantém a produção de neurônios novos. Os idosos não devem se sentir inibidos”, destaca. 

De acordo com o especialista, a interação com outras pessoas também contribui para a longevidade. “Quanto mais interação social com familiares, amigos e conhecidos, mais preservação o idoso vai ter da capacidade cognitiva. Falar e ouvir a voz é uma maneira de escapar do isolamento”, diz. 


QUATRO PERGUNTAS PARA: Marina Vasconcellos, terapeuta de família da Unifesp

1. Qual a importância de idosos terem contato com tecnologias?
 Além de desenvolver o cérebro – porque estímulos diferentes ajudam a não desenvolver doenças degenerativas – há contato com a nova geração. Quem não tem família se aproxima do mundo, vê palestras e lugares. 

2. Essas atividades também são lúdicas. Isso faz diferença?
O lúdico é sempre bem-vindo em qualquer idade. Quando se aprende de modo divertido, aprende-se mais, porque o cérebro tem a memória afetiva. Se a pessoa não faz nada físico, é uma forma de se exercitar sem achar que está fazendo exercício. 

3. Alguns usam para ouvir músicas da juventude e ver locais do passado. Qual o efeito disso?
 Tudo que traz boas emoções é bom para a felicidade. Ajuda na memória, que deve ser estimulada para ser mantida. 

4. Como parentes podem ajudar com a tecnologia?
Buscar algo não tão difícil de aprender e um modo legal de ensinar – um jogo que se aproxime do mundo do idoso. E é importante saber que nem todos vão querer isso.

Fonte: Estadão

terça-feira, 3 de julho de 2018

Queda em idosos é uma das grandes preocupações do Ministério da Saúde

Um estudo divulgado recentemente pelo Ministério da Saúde do Brasil, aponta que 30,1% dos idosos brasileiros têm alguma dificuldade para realizar atividades corriqueiras. Sendo o país com a quinta população idosa no mundo, a pasta se preocupa, principalmente, com as quedas de idosos, o bem-estar social e o psicológico. Este estudo faz parte do levantamento para assegurar que a Estratégia Nacional para o Envelhecimento Saudável, lançada pelo Governo Federal, funcione para orientar profissionais de saúde e gestores a aumentar a qualidade de vida destas pessoas. Em 2030, esta faixa etária deve representar cerca de 20% da população nacional.



O estudo aponta ainda que, dos 29,3 milhões de pessoas idosas, 17,3% têm muita dificuldade para se deslocar, arrumar a casa, cuidar de si mesmo, preparar alimentos, entre outros. Outros 6,8% têm extrema dificuldade para vestir-se ou mesmo alimentar-se sem a ajuda de alguém. 

Outros problemas relatados 

Algumas doenças também despertaram a atenção dos realizadores do estudo, dos ouvidos com idade entre 60 e 69 anos: 57,1% sofre de hipertensão, 63,5% com obesidade e ainda 25,1% com diabetes. A iniciativa do Governo Federal, com a implementação da Estratégia Nacional para o Envelhecimento Saudável é também a de implementar um atendimento multidimensional, sem tratar apenas da doença e sim cuidar da prevenção e melhor qualidade de vida.

O novo modelo, instalado pelas unidades do SUS (Sistema Único de Saúde) vai priorizar as avaliações funcionais e ainda os problemas psicossociais, além dos dados clínicos. 

Quedas em idosos afetam 30%, segundo IBGE 

Um outro estudo, apresentado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), aponta que problemas por quedas em idosos afetam 30% da população. Além dos cuidados normais, como a extinção de tapetes, pisos escorregadios e até a instalação de barras de proteção, o interesse do Ministério da Saúde é se preocupar com a prevenção destas quedas, para que esse número diminua.

Por isso, prestar atenção dobrada no ambiente que este idoso vive, bem como adotar iniciativas - como por exemplo: andadores, barras de apoio, suportes para o dormitório, banquetas e cadeiras para banho com alças laterais e etc...

Confira no site do Mundo Geriátrico, estes e outros produtos que auxiliam na prevenção de Quedas e Acidentes:

Link 1: https://www.mundogeriatrico.com.br/banhobanheiro/

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Pesquisa confirma: A terceira idade está mais jovem!

A pesquisa “A 3ª idade está mais jovem”, realizada pela Quorum Brasil, apresenta dados sobre o dia a dia dos idosos. O levantamento foi feito com 500 pessoas em São Paulo, de 60 a 80 anos, no mês de abril de 2018. Ressaltando a maneira como vive a terceira idade.


Os dados indicam que a maioria é independente na hora de fazer suas compras: 63% dos entrevistados responderam que fazem suas compras sozinhos. O supermercado foi o primeiro escolhido na pesquisa como o local para fazer as compras (93%), seguido por feiras, mercadinhos e sacolões. A Internet ficou em quinto lugar.

O levantamento também destaca que a maioria nesta faixa etária não consegue guardar dinheiro: 69%. Dos que conseguem guardar (31%), 33% disseram que fazem algum tipo de investimento e a poupança foi a mais escolhida.

O celular faz parte da rotina dos idosos: 72% declararam ter um smartphone e o usam para fazer e receber ligações; ler e enviar mensagens; tirar fotos; acessar e-mails; etc.

A pesquisa também traz dados sobre mobilidade. 30% disseram que gostam de andar a pé pela cidade (sem ser por atividade física) e a grande maioria acha que as calçadas estão longe do ideal: 78,6% dos entrevistados com 71 a 80 anos consideram as calçadas totalmente inadequadas.

Terceira idade utiliza transporte público

60% usam o transporte público para se locomover e 56% responderam que são pouco respeitados pelos motoristas de ônibus.

A pesquisa perguntou se os entrevistados se achavam idosos. Entre os de 60 a 65 anos, 68% responderam que não. O índice cai para 56% entre aqueles que têm de 66 a 70 anos e para 22% entre os que tem de 71 a 80 anos.

A atividade física está presente no dia a dia da maioria: 53% responderam que praticam exercícios e a caminhada foi a modalidade mais citada, seguida por academia/musculação, natação, corrida, futebol e ciclismo.

A leitura de pesquisas atuais como está só fazem confirmar essa crescente atuação direta das pessoas da terceira idade na sociedade de forma ampla.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Agência inova e lança vaga de estágio para idosos; experiência para o cargo: de vida

Aos 60 anos, muita gente que deu duro na vida já se aposentou e está curtindo o dia-a-dia longe da correria dos negócios. Apesar disso, todo mundo conhece alguém que já passou desta idade e não está nada feliz com o marasmo que muitas vezes ronda a aposentadoria.


Quando isso acontece, algumas pessoas buscam a reinserção no mercado de trabalho sem muito sucesso. Na área da comunicação as coisas podem parecer ainda mais difíceis, já que muitas empresas valorizam mais os novos profissionais do que aqueles que possuem mais experiência.

Uma exceção parece ser a DMV Comunicação, uma agência de publicidade especializada em shoppings centers, que acaba de lançar uma vaga de Estagiário Sênior para quem tiver disponibilidade de compartilhar sua experiência de vida com a empresa. Abaixo você confere a chamada para o posto, que foi divulgado há 2 dias através do LinkedIn.
E aí, conhece alguém que tenha tudo a ver com o cargo?

Enquanto os jovens batalham para desenvolver habilidades e adquirir conhecimento para fazer a diferença no seletivo mercado de trabalho, os aposentados aproveitam sua experiência para continuar na ativa.

Eles continuam no batente, porém não são assalariados, não estão preocupados com direitos trabalhistas. A maioria aproveita para ficar longe do cartão de ponto, o que ainda favorece as empresas, que têm à disposição mão de obra tarimbada por custo menor. E muitos ainda se tornam microempresários para tocar negócios de prestação de serviços.
De 14 milhões de aposentados com mais 60 anos, 25% continuavam trabalhando em 2013, 5% a mais do que em 2009. Os dados são do Instituto Somatório, que também aponta 70% dos ativos atuando como autônomos. Assim, aqueles que já deram baixa na carteira colaboram para o índice da população ativa do País.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  no ano passado a faixa etária que mais cresceu na População Economicamente Ativa (PEA) foi a dos seniores com mais de 50 anos.

E um dado interessante: na classe A, um terço dos aposentados são ativos e nas camadas B, C e D, a participação fica em 30%, 25% e 15%, respectivamente. Ou seja, a pesquisa mostra que muitos não são movidos a continuar profissionalmente ativos devido a problemas financeiros.

Mas a maioria dos aposentados responde por mais da metade da renda familiar. Uma participação que aumenta de acordo com o estrato social. Enquanto na classe A eles respondem por 55% da renda, na classe D o índice chega a 88%.

Enfim, independente da motivação, aqueles que no século passado costumavam se entregar aos cuidados da casa, de filhos e netos, agora, aproveitam o aquecimento do mercado de trabalho para dar continuidade ao que sempre fizeram: trabalhar.

Fonte: http://www.senhorasesenhores.com
Fonte: http://www.hypeness.com.br

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Mochileiras depois dos 60: as mulheres que, na terceira idade, foram conhecer o mundo...

A rotina de Iracema Genecco, de 67 anos, foi cansativa durante a juventude. Ela costumava acumular dois ou três empregos no jornalismo para criar a filha única e ainda fazia horas extras, para aumentar a renda. Logo que conseguiu se aposentar, aos 60 anos, viajou para diversas regiões da Europa. Encantada com a chance de conhecer novos lugares, tornou-se mochileira.

A história de Iracema assemelha-se à de Vera Lúcia Andrade, de 69 anos, e Flora Contin, de 65. Elas passaram a juventude revezando entre os cuidados com a família e o trabalho. Depois de conquistarem a aposentadoria, decidiram fazer mochilões - viagens de baixo custo e com pouco ou nenhum luxo.

Nas bagagens - carregadas em mochilas ou malas -, cada uma delas levava roupas, itens de higiene pessoal e o sonho de viagens que haviam adiado por tantas décadas.

"Entre as boas experiências que guardo das viagens, a maior de todas é a descoberta de que devemos viver o momento presente da melhor forma possível, pois não conhecemos o futuro e o passado nunca será recuperado", diz Iracema, que fez seu primeiro mochilão em 2011.

Iracema, Vera e Flora estão em uma faixa etária cada vez mais numerosa no Brasil. Em 1991, a população brasileira acima dos 60 anos contabilizava 10,7 milhões de pessoas. O número mais do que dobrou 25 anos depois. Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), os idosos correspondiam a 29,6 milhões de brasileiros em 2016.

E as mulheres são maioria: são 16,6 milhões delas, contra 13 milhões de homens acima de 60 anos.
Uma pesquisa de novembro passado do Ministério do Turismo mostrou que 31,7% dos idosos consultados tinham a intenção de viajar até maio deste ano.

O ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, pontua que o aumento da população idosa tem motivado o setor turístico a fazer adequações. "Temos que trabalhar com políticas públicas específicas e sensibilizar os prestadores de serviços turísticos para a necessidade de estarem cada vez mais preparados para atender esse público de acordo com suas especificidades", explica à BBC Brasil.

Para Iracema, muitos idosos temem conhecer novos lugares por acreditarem que seja impossível viajar depois dos 60. "Se a pessoa tem boa saúde, gosta de caminhar bastante e tem forças para levar a mala, o resto é lucro. É importante fazer um check-up antes, com médicos e dentistas, contratar um seguro de viagem pelo período em que permanecer fora e levar medicação necessária. Tomando esses cuidados, fica tudo bem."

Viajante sem rumo certo

Na juventude, Iracema costumava sonhar com as viagens que faria para conhecer o mundo. "Eu pensei nisso a vida inteira, mas só consegui depois de aposentada."

A rotina profissional e os cuidados com a filha não a deixavam ir para muito longe. "Era difícil conciliar os dias de férias para viajar, porque além do dinheiro curto, eu acumulava os empregos. Saía de um trabalho e corria para o outro, diariamente. No horário do lanche, dava uma escapada para espiar minha filha na creche. Nos fins de semana, ainda fazia algum freelancer", lembra.

A filha da jornalista cresceu, se tornou independente e foi para Londres. Há sete anos, Iracema conquistou a aposentadoria e foi visitar a filha. Durante a viagem, aproveitou para ir a outras regiões da Europa. "Depois, não consegui mais ficar sossegada em casa. Mal retornava de uma viagem e já ficava pensando na próxima."

Desde então, ela tem feito diversos mochilões pelo mundo. Há cinco anos, decidiu que não iria ter paradeiro fixo e passou a levar a vida viajando. "Fui aumentando gradativamente os períodos das viagens. Começaram com duração de quatro meses, depois seis meses, passou para um ano e agora não tenho mais volta programada. Gosto de viagens de longa duração. Vou para uma região, me instalo e saio para conhecer as redondezas."

Ela conheceu lugares como a Ilha de Páscoa, o Irã, a Rússia e diversos países da Europa, onde passou meses seguidos. Atualmente, está na Espanha há nove meses. "Não tenho previsão de quando vou sair daqui, quero ficar mais um tempo, para conseguir visto de longa duração", relata a aposentada. "Vou ficando nos lugares. De repente, vejo outro local que gostaria de conhecer e vou."
O idioma nunca foi problema. "Eu consigo dialogar em inglês, italiano e espanhol. Não houve nenhuma dificuldade que o Google Translate não solucionasse", diz.

Para sobreviver nos países, ela utiliza a aposentadoria e também trabalha em troca de hospedagem e alimentação. "Já cuidei de cachorro e de casa, fiz plantações em jardim ou horta e até limpei casas."

Ela conta ainda que aprendeu a readaptar a vida e os costumes após se tornar viajante. "Não compro nada além do necessário. Ando de transporte público ou de carona. Só compro passagens aéreas se estiverem em promoção", diz.

A mochileira revela ter passado por momentos difíceis durante as viagens, como o dia em que perdeu um barco que a levaria a uma cidade onde tinha reservado duas diárias em um hotel. "Eu fiquei sem rumo e sem ter lugar para ficar. Foi a única vez em que sentei na mala e chorei, enquanto via o barco sumindo no horizonte", conta.

Nenhuma dificuldade, porém, desestimulou Iracema de seguir viajando. Solitária durante a maioria das viagens, a idosa teve de aprender a lidar com os próprios temores. "O medo é inevitável, acredito que ele seja o nosso guardião. Ele nos avisa dos momentos potencialmente perigosos."

Na companhia do filho

Vera Lúcia, 69, já havia viajado - fora três vezes aos Estados Unidos, onde vive a filha mais velha -, porém nunca tinha pensado em fazê-lo de um modo mais aventureiro. No ano passado, ao ouvir do filho mais novo, de 22 anos, que ele iria sozinho em um mochilão para a Europa, ela decidiu acompanhá-lo.

"Falei que também queria ir. Eu quis ter essa experiência porque tenho a cabeça bem aberta, gosto muito de ler e de me aventurar", conta Vera.

O filho dela, o analista de marketing Helder Araújo, não acreditou, a princípio, que a mãe fosse acompanhá-lo. "Eu falei que iríamos ficar em quartos compartilhados em hostels, que o orçamento era de baixo custo, que não era todos os dias que teríamos três refeições e que teríamos de usar transporte público. Mesmo com tudo isso, ela respondeu: ótimo", diz.

Quando era mais nova, Vera trabalhava com análises químicas. Casada há 40 anos, ela dividia a vida entre a dedicação à família e ao trabalho. Eram poucas as viagens, somente para visitar familiares, em Goiás. O sonho de conhecer novos lugares no Brasil ou em outros países sempre a acompanhou. "Eu leio muito e acho que a leitura faz com que a gente tenha vontade de conhecer o mundo todo", conta a aposentada.

Ela e o filho viajaram durante 18 dias, de 8 a 16 de abril. Conheceram Roma e Florença, na Itália; Liubliana, na Eslovênia; Zagreb, na Croácia, e Viena, na Áustria. "A gente ia aos pontos turísticos, aos museus e aos lugares altos onde dava para ver a cidade. Não deixei de ir a nenhum lugar. Fomos até em alguns que não eram planejados", orgulha-se.

O desempenho da aposentada surpreendeu o filho, que não esperava que ela conseguisse ir a todos os lugares planejados. "Várias pessoas com minha idade não têm metade do pique dela. Ela foi incrível."
A aposentada conta que outros turistas ficavam surpresos com a presença dela nos hostels. "Eles diziam que era maravilhoso ver uma senhora da minha idade fazendo um mochilão, ficando em quartos compartilhados e tendo que subir em beliches", relata Vera, que se comunicava com os estrangeiros por meio do Google Translate. "Eu pegava o celular e colocava no tradutor, porque meu inglês não é bom", diverte-se.

Para ela, o mochilão foi a melhor viagem que fez em toda a vida. "Foi fantástico. Conheci muitos lugares e pessoas bacanas. Tem muito jovem aventureiro, sem medo de viajar. Isso é incrível." Vera conta que a presença do filho foi fundamental. "Eu não tive medo em nenhum momento, porque me sinto segura com ele. Meu filho fala bem inglês e sabe administrar as viagens que faz, por isso estava tranquila", relata.

'Feliz com meus medos'

A aposentada Flora Contin também queria uma companhia durante a viagem. No entanto, os dois filhos não puderam acompanhá-la. "Eles trabalham e têm a vida deles. Chamei também alguns amigos, mas ninguém podia", comenta. Sozinha, decidiu realizar um sonho que a acompanhava havia anos: conhecer Machu Picchu, no Peru. "Decidi que era a minha hora de viajar."

Os filhos da aposentada, a princípio, tiveram medo da viagem solitária da mãe, então com 64 anos. Depois, acabaram incentivando e a auxiliando nos preparativos.

Para organizar a aventura, ela acessou diversos sites e páginas sobre mochileiros que foram a Machu Picchu. "Depois, começamos a pesquisar sobre hotel, hostel e outras coisas. Comprei minha passagem com antecedência e anotei todas as dicas que via em grupos de viajantes."

Ela embarcou para o Peru em 11 de agosto. A primeira viagem sozinha foi um desafio para a aposentada. "Eu tive muita insegurança. Logo que cheguei ao Peru, tive que me virar. Não havia ninguém me esperando. Para driblar o medo, toda hora pensava: é um sonho e vou superar."

"Quando você está lá, as coisas vão acontecendo aos poucos e você vai superando. No fim, fiquei feliz, mesmo com meus medos e inseguranças", completa.

Ela passou dois dias em Lima, capital do Peru. Depois foi para Cusco, onde visitou sítios arqueológicos e museus. Por fim, embarcou no ônibus que a levou a Machu Picchu.

"Olhava tudo aquilo e pensava o quanto era maravilhoso estar ali. Era tudo o que eu mais queria", diz a aposentada.

Os registros fotográficos de Flora foram feitos pelos viajantes que conheceu durante o passeio. "Eles falavam que era incrível ver uma pessoa da minha idade viajando sozinha. Eu ficava realizada por isso. Mesmo sozinha, fui muito feliz."

Novos sonhos

Flora e Vera Lúcia planejam novos passeios, no Brasil e no exterior. Já Iracema continua sua viagem pelo mundo e sem previsão para voltar a morar no Brasil.

A psicóloga Daniela Zanini explica que as viagens trazem diversos benefícios aos idosos. "Representam estímulos diversos e diferentes dos habituais. Aumentam da rede social do idoso, além de melhorar a autoestima, a qualidade de vida e o bem-estar", afirma.

As viagens trouxeram uma nova visão sobre a vida para Flora. "A vida é curta. A gente vive em um redemoinho, com casa, comida, roupa e outros compromissos. Mas se tem vontade, vá atrás dos seus sonhos, vá viajar. Viver é simples e não é preciso muita coisa pra ser feliz."

Prestes a completar 70 anos, Vera Lúcia também incentiva outros idosos a viajar. "Idade não é impeditivo. Faço ioga, teclado e dança. Sou uma pessoa muito ativa. Tenho uma garra para viver e participar das coisas. Nunca é tarde para fazer qualquer coisa na vida. Tudo é uma questão de vontade", diz.

Entusiasta das viagens na terceira idade, Iracema acredita que sua vida melhorou após decidir pegar sua mala e a mochila para sair sem destino certo. "O mundo é muito maior do que o meu quintal. Não consigo ficar parada no sofá assistindo TV. Enquanto conseguir arrastar minha mala e mochila por aí, penso em seguir viajando."

Fonte: BBC
Iracema, Vera e Flora estão em uma faixa etária cada vez mais numerosa no Brasil. Em 1991, a população brasileira acima dos 60 anos contabilizava 10,7 milhões de pessoas. O número mais do que dobrou 25 anos depois. Conforme a Pesq... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2018/05/27/mochileiras-depois-dos-60-as-mulheres-que-na-terceira-idade-foram-conhecer-o-mundo.htm?cmpid=copiaecola
Iracema, Vera e Flora estão em uma faixa etária cada vez mais numerosa no Brasil. Em 1991, a população brasileira acima dos 60 anos contabilizava 10,7 milhões de pessoas. O número mais do que dobrou 25 anos depois. Conforme a Pesq... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2018/05/27/mochileiras-depois-dos-60-as-mulheres-que-na-terceira-idade-foram-conhecer-o-mundo.htm?cmpid=copiaecola