quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Internet com Responsa +60”: esse guia foi feito pra você!

O guia traz recomendações sobre como usar a internet com responsabilidade e segurança e pode ser baixado no seu computador gratuitamente.

O vídeo abaixo, apresentado por Kelli Angelini, do NIC.br, mostra as principais recomendações do guia “Internet com Responsa +60”.


"Será que eu posso revelar as minhas senhas de internet para meus amigos? Se eu ofender alguém no Facebook ou no WhatsApp sofrerei alguma consequência? E se alguém me ofendeu ou se passou por mim nas redes sociais, a quem posso recorrer?”


CLIQUE AQUI e Baixe (Faça o Download) agora do Guia Internet com responsa +60

Estas são perguntas que muitos jovens – e, hoje em dia, milhares de pessoas com mais de 60 anos – se fazem todos os dias. Isso porque a “moçada” com mais de 60 já soma mais de 25 milhões pessoas, e 66% desse grupo usa a internet. Pesquisa do instituto Nielsen IBOPE aponta que o tempo de uso da internet entre os idosos brasileiros é 74,4% maior que entre os jovens.

Internet com responsa +60

Preocupados com essa nova realidade, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), em parceria com o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br (NIC.br) e SaferNet Brasil, lançaram no último dia 18 de setembro um guia que aborda os cuidados e responsabilidades no uso da internet que as pessoas com mais idade devem ter em evento que contou com a participação do Portal Terceira Idade.

O guia “Internet com Responsa +60”, que responde a todas as perguntas acima e traz dezenas de recomendações sobre como usar a internet com segurança, pode ser baixado no seu computador gratuitamente clicando na figura abaixo. Se desejar, você pode imprimir o guia em sua impressora para consultas futuras.

O vídeo acima, apresentado por Kelli Angelini, do NIC.br, mostra as principais recomendações do guia “Internet com Responsa +60”.

Internet: use com moderação!



Fonte: Portal da Terceira Idade

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Crescimento da população de idosos abre debate sobre moradias do futuro

SÃO PAULO - A humanidade vem superando obstáculos e evoluiu para uma vida mais saudável e longeva. Esse aumento da expectativa de vida está forçando a quebra de paradigmas. O primeiro deles, pilar para a construção dessa sociedade mais inclusiva, é o de moradia. Os idosos do mundo todo querem independência da família para tomar a decisão de morarem sozinhos ou em grupos.  

Independência. Antonio e Anna, 91 anos, gostam de manter a autonomia no
condomínio onde moram Foto: Daniel Teixeira/Estadão
As implicações sociais, estruturais e econômicas de uma sociedade mais sênior pautaram a primeira edição do Fórum de Moradia para Longevidade, evento organizado pelo Estado em parceria com o Sindicato da Habitação (Secovi) e a Aging Free Fair, feira sobre o mercado para a terceira idade.  

Todos os gargalos e possíveis soluções para a criação de modelos de moradias que atendam as necessidades do idoso foram largamente discutidos por especialistas e profissionais, da esfera público e privada, num encontro que reuniu centenas de pessoas em São Paulo. 

"O País precisa de uma política nacional de habitação para idosos. Não podemos ignorar que a população acima dos 60 anos está crescendo."
~
Ricardo Coutinho, governador da Paraíba
O Brasil não escapa desse cenário. A população madura do País representava 22,3 milhões de pessoas quando a última pesquisa IBGE sobre o tema foi publicada, em 2011. As projeções e estatísticas endossam a necessidade ampliar as discussões , os debates e as ações relativas a inclusão dos futuros idosos em um planeta cada vez mais populoso, sem tempo e tecnológico. 
"Tem namoro, tem fofoca, tem senhoras competindo para saber quem está mais elegante, mas isso é vida, é melhor do que ficar em casa com a cuidadora."
~ Ricardo Soares, da Brazil Senior Living
Nos anos 70, as 10 maiores cidades do mundo somavam 114 milhões de pessoas. Em 2025, abrigarão 234 milhões. Até lá, segundo um estudo da consultoria McKinsey, mais de 130 centros urbanos vão se tornar megacidades (aquelas com mais de 10 milhões de habitantes). O envelhecimento da população e a expansão das megalópoles está multiplicando os problemas da sociedade. Por outro lado, esse contingente sênior, concentrado em grande maioria em centros urbanos, tem muito a contribuir.

Os habitantes também parecem ser uma fonte de ideias inovadoras para melhorar a qualidade de vida. A paisagem urbana, assim como a forma que a sociedade lida com a velhice, tende a mudar. Alternativas sustentáveise inclusivas, já são realidade, inclusive no Brasil.
"Quem não tiver estratégia para o seu envelhecimento vai fazer parte da estratégia de alguém."
~ Sérgio Mühlen, professor da Universidade de Campinas e membro da Associação da Vila Conviver

Fonte: Estadão

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Longevidade Exige Planejamento Antes e Depois da Aposentadoria

Segundo o presidente da BrasilPrev, saída é ter mais disciplina, guardar mais dinheiro e começar o mais cedo possível.

A maior longevidade dos brasileiros vai exigir maior economia para arcar com gastos maiores, ao mesmo tempo em que os juros mais baixos vão reduzir os ganhos das aplicações, tornando mais difícil acumular os recursos necessários para a velhice.

O alerta é do presidente da BrasilPrev, Paulo Valle, durante o Congresso da Planejar, Associação Brasileira de Planejadores Financeiros. A saída será ter mais disciplina, guardar mais dinheiro e começar o mais cedo possível, alerta.



Segundo Valle, que também participa da Federação Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi), é preciso fazer um bom planejamento dos gastos ao longo da vida, levando em conta também que os hábitos de consumo mudam com o passar dos anos.

“Antigamente se consumia café em grão, depois moído, e hoje compramos cápsulas de café que custam R$ 2,00, para tomar em casa”, cita. Isso tudo tem de entrar no planejamento futuro e nas economias.

Além disso, há o aumento dos gastos com saúde com o avanço da idade. “Cerca de 80% dos gastos com saúde ocorrer nos dois últimos anos de vida”, afirma Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros. “Por isso é preciso ter algum seguro-catástrofe saúde na velhice”.

O setor de previdência privada tem algumas sugestões para compensar esse aumento da longevidade. A principal é estimular as pessoas a guardar dinheiro mais cedo, com mais disciplina, o que passa por investimento maciço em educação financeira e na melhora dos produtos de previdência privada. “Nosso setor de previdência privada ainda é muito jovem, ainda pequeno, mas já tem de se modernizar, ganhar escala”, diz Vale.

“O desafio é que, assim como as pessoas fazem um check-up anual para verificar a saúde, façam também um check-up anual financeiro, que funcione como um gatilho para reorganizar as despesas e as economias para o futuro”, acrescenta Snel.

Um dos “empurrõezinhos” para essa preocupação com a aposentadoria, além da educação financeira, é a própria discussão da reforma da Previdência Social pública, acrescenta Snel.

“A reforma da Previdência é um fator que despertou muito a atenção para a questão da necessidade de a pessoa guardar dinheiro para a aposentadoria”, afirma o empresário.

 

Melhorias nas regras dos planos de previdência

Entre as melhoras estariam mudanças na legislação dos planos corporativos, que hoje não permitem a pequenas empresas abaterem as contribuições feitas para os funcionários em planos de previdência do imposto a pagar.

“Quem paga o Simples ou por lucro presumido não tem vantagem em contribuir para o funcionário, e deixamos um enorme número de trabalhadores sem essa poupança”, diz Valle. A estimativa é que 41% dos trabalhadores sejam funcionários dessas pequenas e micro empresas.

Outra medida seria dar incentivos maiores para planos individuais, cujos incentivos, como abatimento do imposto e alíquotas menores poderiam ser ampliados. Há propostas até de zerar o imposto nas aplicações superiores a 20 anos. “Além disso, é preciso criar incentivos para os autônomos, que não têm o benefício de abater as contribuições do imposto de renda como os assalariados”, diz.

Valle diz que o setor deve incentivar cada vez mais estratégias comportamentais para estimular a adesão a planos de previdência. É o caso da adesão automática.

“Em vez de o funcionário fazer a opção de aderir ao plano, a empresa já o inscreve e, se ele não quiser, tem de se manifestar para sair”, diz. Essa estratégia vence uma barreira psicológica da inércia das pessoas de começarem a poupar com compromisso de longo prazo. “Na Inglaterra, essa medida simples fez a adesão aos planos de previdência crescer de 2012 a 2016 de 47% para 64% e, na Nova Zelândia, de 17% para 71%”, diz.

Além da adesão automática, Valle sugere a varredura automática, que prevê que se o empregado sair do plano de previdência, após três anos, ele é novamente inscrito automaticamente.

“Há ainda outras ferramentas que podem incentivar a pessoa a guardar mais, como a escalação automática, que vai aumentando a contribuição do plano à medida que a idade e a renda avançam”, diz.

 

Custo ainda elevado da previdência privada

O custo dos planos de previdência no Brasil ainda é alto, afirma Celso Rosa, CFP, planejador financeiro da AXA Advisors nos Estados Unidos, especialista em aposentadoria e patrimônio imobiliário.

“O Brasil precisa melhorar muito o custo de carregamento, que é bem mais alto que o americano e obriga o investidor a guardar mais”, explica. Segundo ele, parte desse custo vem do tamanho do mercado, ainda pequeno, e da carga tributária, que é mais alta no Brasil.

“É difícil termos produtos semelhantes aos americanos aqui, mas essa é uma realidade que temos também em outros países, como na Europa”, diz. Ele alerta que, com a longevidade, outros problemas precisam ser levados em conta, como a perda de capacidade cognitiva das pessoas. “Há casos de parentes e até profissionais que se aproveitam da senilidade dos idosos para tirar proveito financeiro delas”, diz.

 

Previ-Saúde volta a ser discutido com o governo

Está em discussão com o governo também o projeto de criar um plano de previdência vinculado à despesas médicas. “Retomamos o assunto com o Executivo de criar um Previ-Saúde, que permitira abater as contribuições e depois o resgate do dinheiro para pagamento de despesas médicas seria isento de imposto sobre o rendimento”, afirma Paulo Valle.

Poderiam ser criados PGBLs e VGBLs com essas características que, segundo Valle, que já foi secretário do Tesouro Nacional, teriam pouco impacto fiscal.

“Hoje os gastos de saúde já são dedutíveis, não haveria grande perda e isso permitiria a criação de uma poupança de longo prazo vinculada que será muito significativa no futuro, com oaumento dos gastos médicos”, explica.

 

Risco de sobrevivência

Um dos desafios do planejamento financeiro é o chamado risco de sobrevivência, ou seja, o risco de o dinheiro guardado para a aposentadoria acabar antes de a pessoa morrer. Esse risco existe em qualquer lugar do mundo, e não há uma fórmula exata para evita-lo. A crise do subprime de 2008, que devastou as bolsas americanas e reduziu a pó as economias de muitos americanos, é um exemplo desse risco.

“É impossível prever o que vai acontecer daqui 30 anos, mas podemos dizer que a disciplina de guardar é mais importante que qualquer conselho de estratégia que se possa dar”, afirma Valter Police Junior, planejador CFP. “Isso reforça nosso papel de educador dos consutores”, diz.

A disciplina é o principal ponto levantado pelos americanos que conseguiram passar pela crise de 2008, diz Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros.

“Questionados sobre o segredo de conseguir manter as economias, eles não falaram de estratégias de investimento ou mercados, mas de disciplina para guardar”, diz. Outro ponto é a visão desses aposentados americanos sobre sua própria situação. “Eles veem essas quedas dos valores das ações não como perdas, mas uma transferência de renda da geração atual para a próxima, que poderá comprar os papéis mais barato”, afirma.

 

Investimentos pós-aposentadoria

Snel chama a atenção também para o fato de que, com a longevidade, as pessoas precisam ter estratégias para investir o dinheiro depois da aposentadoria.

“Se uma pessoa se aposenta com 65 anos e vai viver até 90 anos, ela precisará aplicar esse dinheiro por 20, 25 anos, então temos um horizonte de longo prazo que permite uma boa diversificação”, diz. Pode-se por exemplo pensar em aplicações mais agressivas, de maior risco, como ações, para parte do dinheiro, com um horizonte de 20 anos.

 

Renda vitalícia, parte fundamental

Outro ponto importante é a renda vitalícia, que tem de fazer parte de qualquer plano de aposentadoria, afirma Valle. “Hoje pouca gente opta por transformar o plano de previdência em renda porque tem medo de morrer amanhã e deixar o dinheiro para o banco”, diz. “Ela tem um papel importante, não para todo o dinheiro, mas é uma parte fundamental do planejamento”, explica.

Uma alternativa é que uma parte dos recursos seja transformada em renda vitalícia e a outra parte seja resgatada aos poucos pelo investidor. “O ideal é ter um leque de opções, um pouco de renda vitalícia, um pouco de resgates”, diz, lembrando que as mudanças aprovadas recentemente pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) permitem usar mais de uma forma de conversão dos planos de previdência privada no vencimento, começando com resgate e depois permitindo converter o valor em renda vitalícia. Nos Estados Unidos, há hoje US$ 2 trilhões investidos em renda vitalícia, afirma Carlos Rosa, da AXA.

 

Renda vitalícia com desconto

Já Snel diz que uma boa estratégia seria comprar a renda vitalícia logo na aposentadoria, aos 65 anos, para ser usada mais adiante. “Se a pessoa pensa que pode viver até os 90, compra a renda vitalícia aos 65 mas válida só a partir dos 80”, explica.

“Como nessas condições há uma chance de 50% de a pessoa não chegar aos 90, a seguradora cobrará um valor menor, até 15% mais barato que se a pessoa comprasse a renda vitalícia aos 80, e com isso o investidor paga mais barato”, diz. Outro conselho de Snel é que a pessoa faça um seguro de vida como planejamento fiscal e para garantir a tranquilidade da família.

“O seguro de vida não entra no inventário, é liberado imediatamente e pode ser usado pela família para se manter ou para pagar as custas dos processos, que podem levar anos até a liberação do espólio”, diz.

 

Consultoria tem de melhorar

Diante de todas essas alternativas, porém, é preciso que o setor de previdência privada tenha uma boa evolução também na parte de consultoria ao investidor, diz Paulo Valle.

“Temos maneiras diferentes de montar essas estratégias, com mais renda vitalícia ou mais renda diferida, por isso é preciso ter uma boa consultoria que ajude o investidor não apenas a escolher um plano de previdência, mas a organizar sua vida, e isso inclui bastante educação financeira”, diz. “Hoje isso ainda precisa melhorar muito nessa parte de consultoria”, admite.

Ele lembra que a educação financeira é fundamental pois, diferentemente de outros setores, a previdência privada precisa fazer o cliente atingir seus objetivos. “Criamos um relacionamento que pode durar 40, 50 anos e temos esse compromisso com investidor de ele atingir os objetivos”, diz.

Este conteúdo foi originalmente publicado na Arena do Pavini.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

População do Japão atinge cifra recorde de 67 mil centenários!

O volume de centenários aumentou de forma contínua desde 1971 e o ministério prevê que a tendência continue.

Tóquio – O número de idosos centenários no Japão aumentou até a cifra recorde de 67.782, 2.132 a mais que no ano anterior, revelou um relatório publicado nesta sexta-feira pelo Ministério de Saúde, Trabalho e Conforto do país.

Do total de pessoas com 100 ou mais anos no país asiático, 88% são mulheres, 59.627, frente aos 8.197 homens, segundo os dados contabilizadas no dia 1º de setembro pelo governo japonês por ocasião da comemoração do Dia do Respeito aos Idosos, feriado nacional que se festeja na terceira segunda-feira de setembro.

O volume de centenários aumentou de forma contínua desde 1971 e o ministério prevê que esta tendência continue, principalmente pelos avanços em matéria de tratamentos médicos e pela conscientização sobre a saúde. 

Nabi Tajima, originária da pequena ilha de Kikai – pertencente às ilhas Amami, no sudoeste do arquipélago – e nascida em agosto de 1900, é com 117 anos a mulher mais idosa de Japão. 

Masazo Nonaka, nascido em julho de 1905 em Ashono (ilha setentrional de Hokkaido), é com 112 anos o japonês mais longevo.

Além disso, outras 32.297 pessoas completarão 100 anos em 2017, 350 a mais que no ano passado. Quando as autoridades japonesas começaram a recopilar estes dados em 1963 o número de centenários chegava a 153, cifra que 35 anos depois, em 1998, superaria pela primeira vez os 10.000. 

Em 2007, 2012 e 2015 o total superou 30.000, 50.000 e 60.000, respectivamente.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Intercâmbio na terceira idade: ‘Foi uma descoberta inacreditável’!

Na terceira idade, Ângela Reis fez intercâmbio no Canadá, em três meses de curso de inglês em Vancouver. Ficou em casa de família. Aos 62 anos, ela melhorou seu nível de idioma e se sentiu revigorada com a convivência com os mais jovens na escola.

A ideia de estar numa sala de aula com vários adolescentes provocava em Ângela Reis dúvidas sobre o intercâmbio na terceira idade no Canadá — “achei que fosse ser um saco” —, mas a surpresa veio na intensidade do quanto foi interessante interagir com os alunos mais jovens: “A relação foi maravilhosa”. Aos 62 anos, a psicoterapeuta corporal, que vive no Rio de Janeiro, fez três meses de curso de inglês em Vancouver neste ano. Sentiu alguns estranhamentos, mas voltou em julho encantada.

“Fui muito importante a experiência: com a idade que eu tenho você ousar fazer isso!” Ângela conta que, com o passar dos anos, batia uma certa preguiça de se aventurar em algo tão novo. “Você fica querendo viajar sempre com gente conhecida”, diz. Ela já tinha ido a países da Europa e da América do Sul, mas nunca havia feito intercâmbio.

Mas uma amiga dela havia se mudado para o Canadá, e Ângela queria aprofundar seu conhecimento de inglês. “Tinha muito anos que eu não estudava. A cada vez que viajava sentia falta de mais fluência. Falar inglês sempre facilita”, afirma a psicoterapeuta corporal, que usava o idioma para acompanhar estudos na sua profissão. “Tinha isso como uma meta: voltar a estudar, retomar a língua”, diz a carioca, que decidiu fazer a viagem para estudar pela Canadá Intercâmbio.

A escolha por Vancouver não foi apenas por causa da amiga, ela explica: “É uma cidade do Canadá com clima mais agradável.” Para evitar o inverno, marcou a viagem para maio. O intercâmbio no Canadá, no entanto, mostrou na prática à Ângela por que Vancouver é chamada de Raincouver — não à toa o apelido incorpora a palavra ‘chuva’ em inglês ao nome da cidade. “Peguei chuva e frio em maio.” No início, como boa carioca, ela pensava em ver o tempo melhorar para dar um passeio. “Minha amiga me disse: ‘Se for esperar parar de chover, você não sai nunca’. A primeira coisa que fiz foi comprar um casaco de chuva.”

Casa de família

Ângela ficou dez dias na casa da amiga. Depois, foi para a casa de família. O home stay, com direito a café da manhã e jantar, foi a parte mais desafiadora da viagem. “As famílias com que adolescentes da turma estavam eram mais receptivas. Onde eu fiquei, não. A gente não se encontrava porque tinha horários diferentes. Via só no café da manhã. Eles não tinham disponibilidade, não tinham tempo”, lembra. “Não existia (a troca), e é uma família que faz isso há 10, 12 anos. Mas a convivência que achei que fosse ter não aconteceu.”

A carioca queria manter a dieta, mas não podia cozinhar. “Isso é muito difícil. Eu moro sozinha e cozinho na minha casa. Eles comiam muita fritura.” Também não gostou de não poder lavar a própria roupa. “Detestei a experiência”, afirma Ângela. Ela diz que até tentou trocar de família, mas que, como era alta temporada, a cidade estava cheia e não havia disponibilidade.

Essas questões norteiam a experiência de ficar hospedado em casa de família — o tipo de acomodação mais usado pelos brasileiros — e devem ser acertadas antes da viagem, recomendam os especialistas. “Eu não pensei nesses aspectos, fui impulsiva. Quero fazer, Vancouver todo mundo diz que é legal. Peguei e fui.”

Para ir e voltar da escola, ela pegava ônibus e metrô. “Eles têm um sistema muito bom. A espera pelo ônibus não era de mais de dez minutos. Depois das 22 horas, passava de 40 em 40. Ok, você se organiza para isso.” A rotina tranquila do transporte público chamou atenção de Ângela. “O motorista para porque está no tempo de alongamento dele, e todo mundo espera numa boa, ninguém reclama.”

Curso de inglês no Canadá

Ângela conta que chegou no intermediário básico e, ao longo do curso, chegou à turma de inglês avançado. A carioca elogia a organização e a atenção com os alunos por parte da escola VanWest, onde estudou. “Eles cuidam de tudo, sabem quem está em que situação. Tem um consultor para cada etnia.” Mas não curtiu tudo no programa, segundo ela, muito rígido.

“A gente tinha aulas de writing (escrita) e reading (leitura) pela manhã. De tarde, você tem eletivas. Pode ser listening (compreensão auditiva), por exemplo”, diz a psicoterapeuta. “Mas a escola é muito focada na preparação para os cursos de graduação, de college. Isso dá certo para a maioria das pessoas, para adolescente serve. Mas não para quem tem uma outra necessidade”, pondera. “Eu não vou fazer prova, não vou imigrar, não ia ficar fazendo dissertação quatro vezes por semana”, afirma.

Marotamente, Ângela arrumou uma solução para praticar a língua: “Matava umas aulas e ia para rua conversar em inglês.” Saía com os amigos que fez entre outros alunos acima dos 50 anos: “Eram dois paulistas e dois casais de Montreal”. Ela conta que usou bem o idioma e ainda conheceu Vancouver.

Também visitou arredores e cidades próximas. A escola, como de costume em programas de intercâmbio, oferecia passeios e excursões para os alunos. Ela acabou não fazendo porque preferia saídas com mais conforto. “Mais velha, a gente não quer mais ser mochileira, dividir quarto com quatro. E lá eles tem muito programa com trilha.”

Preferiu, então, fazer os passeios com os amigos. Esteve em Whistler, Capilano, Grouse Mountain e Victoria (“parece um cenário de tão linda, com os jardins da cidade, e tem bons restaurantes”). Provou os vinhos da província de British Columbia, mas gostou mesmo foi das cervejas locais. “Eu adoro cerveja artesanal, provei várias.”

Interação entre gerações

Com os amigos mais jovens da turma, aprendeu sobre costumes e comidas orientais. “Pedia a eles para me ensinarem como comer os pratos. Eles queriam muito saber como era a minha vida no Brasil”, conta. “Os asiáticos, minha nossa, como me tratavam com carinho, com uma cordialidade.”

Na primeira vez no Canadá, aliás, a psicoterapeuta corporal teve como maior estranhamento uma característica positiva. “As pessoas são muito educadas. Eu estou numa tristeza com o Rio. Foi muito interessante sair daqui nesse momento caótico. Nessa falta de educação que a gente vive no Brasil. Foi bom conviver, ver que tem outro lugar diferente.”

A ótima interação entre gerações e a gentileza nos gestos do dia a dia impressionaram a brasileira. “Senti muito essa mudança de perfil. Foi uma descoberta inacreditável”, afirma. “Essa troca que tive lá, enxergar esse mundo novo, me deu uma animada. Foi muito intenso.”

Fonte: Estadão 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

De olho na terceira idade, Rede contrata ao menos três idosos por mês!

Uma rede de supermercados em Campo Grande tem apostado na terceira idade e costuma contratar de dois a três idosos por mês, de acordo com Márcia Santos, gerente de RH. Atualmente há 45 funcionários com idades acima dos 60 anos trabalhando nas 13 lojas.

Conforme Márcia, o projeto ‘Inclusão da Melhor Idade’ começou a funcionar em 2014 e dos 45 hoje contratados, 34 estão desde o início da iniciativa desenvolvida pelo Departamento de Recursos Humanos da empresa. “Vimos à necessidade de implantação desse projeto em decorrência da grande procura de pessoas com idades acima de 60 anos por uma colocação no mercado de trabalho”.
Foi então que o RH começou a realizar alguns testes nas lojas, analisando a questão da receptividade dos gerentes e dos líderes em relação aos idosos e vice-versa. “A ideia era observar se esses funcionários se adaptariam ao ritmo de um supermercado”, explica Márcia.

Os idosos contratados pela Rede em Campo Grande trabalham num ritmo normal como o dos outros funcionários: segunda a domingo com uma folga por semana. “Eles trabalham sábados, domingos e feriados e a maioria começa como auxiliar de caixa, empacotando compras, recolhendo cestinhas e carrinhos”, frisa a gerente de RH.

Início – Márcia se lembra do primeiro idoso contratado por meio do projeto, que foi designado para trabalhar como auxiliar de caixa. Essa pessoa, segundo ela, foi aprendendo a função e hoje é operador de caixa. Outro foi promovido para assistente de atendimento de açougue.

Ainda conforme Márcia Silva, o projeto Inclusão da Melhor Idade visa dar emprego a idosos que já são aposentados. “Ele foi pensado por uma questão de eu me deparar com muitas vagas em aberto e não encontrar pessoas comprometidas, qualidade muito bacana nas pessoas da terceira idade. São compromissados com o trabalho, atendem com excelência, possuem flexibilidade, cuidados quando empacotam as mercadorias dos clientes”, elogia a gerente de RH.

Hoje, em pelo menos uma das 13 lojas na capital há um, dois e até mais idosos trabalhando. Em apenas uma unidade, por exemplo, são 11 funcionários da melhor idade.

É o caso do auxiliar de caixa Apolônio Ariovaldo Rodrigues, 71 anos. Ele entrou na empresa por meio do projeto Inclusão da Melhor Idade, quando ainda estava em seu início no ano de 2014. “Ficava muito parado e isso me deixava preocupado. Decidi procurar trabalho na rede e fui contemplado com emprego com carteira assinada. Estou muito feliz trabalhando nesses três anos na rede e a cada dia que passa eu me adapto cada vez mais”.

Promoção – Maria das Dores Gomes dos Santos, 61 anos, entrou na empresa em 2013 – antes do projeto da Melhor Idade entrar em ação – como auxiliar de caixa e hoje é assistente de atendimento do açougue na loja Brilhante. “Considero maravilhosa essa oportunidade que eles me deram de trabalhar com pessoas mais jovens, aprendendo e ensinando. Minha função é oferecer produtos aos clientes, mas também tiro dúvidas e até recomendo umas receitinhas. A gente chega numa certa idade e fica amedrontado por não ter ocupação. Lembro quando ainda recolhia carrinhos de compras no estacionamento e hoje aqui, auxiliando no açougue, só tenho a agradecer. Não é um serviço cansativo, basta ter disposição e paciência”, recomenda.

Já Timotio Pontes Roman, 60 anos, hoje também é assistente de atendimento do açougue de uma das lojas. Assim como Maria, ele tem a missão de tirar o cliente da filha do açougue e aconselhá-lo a comprar as carnes em bandejas. “Comecei recolhendo carrinhos no estacionamento e a gerência da loja me deu essa oportunidade de vender e conversar com os clientes. É um incentivo que me deixa muito gratificado”.

Na opinião de Márcia, o fato da Rede abrir as portas para a contratação de idosos é uma oportunidade para que eles sejam acolhidos e recebam tratamento igualitário igual a qualquer outro funcionário. “Não há diferença de salário, função. Recebem igual aos outros e a eles também é oferecida oportunidade para que troquem experiências com os colegas. Trabalhamos muito bem a integração com essas pessoas para que não haja discriminação. Nossa empresa só tem ganhado com eles”.

Fases – Em média, o RH da empresa em Campo Grande recebe de 30 a 40 currículos mensais. A partir daí, seleção é feita com base em prova de conhecimentos gerais (português e matemática), entrevista no departamento de Recursos Humanos e depois com o gerente da loja em que o respectivo funcionário trabalhará.

“Como a empresa trabalha em cima de competências organizacionais, analisamos no processo seletivo as competências para a qual vamos encaixar os idosos. Fora a função comum também contratou idosos para as funções de consultores Part Time, que visam oferecer determinados produtos em abordagens a clientes. No caso desses, a jornada é de apenas três horas, inclusive aos sábados e domingos”, esclarece Márcia.

Assim como qualquer outra pessoa em início de carreira na Rede, o salário mensal recebido varia de um até um e meio.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A importância dos umidificadores em nossa vida!


Mundo Geriátrico
Mundo Geriátrico
Chega essa época do ano e começamos a pensar nos aparelhos guardados do inverno passado e que passam a ser lembrados nesse, em função da baixa umidade do ar, nas grandes cidades, já podemos visualizar facilmente o céu carregado de poluição. Dentre os equipamentos de inverno, um dos mais importantes é o umidificador de ar, principalmente para quem tem crianças e idosos em casa.

Se você não tem esse aparelho ainda, acredite todo investimento feito para a compra de um bom umidificador de ar vale a pena, pois o dinheiro que você pode economizar não comprando o umidificador vai acabar gastando depois com consultas médicas e remédios.

Tenho certeza que você já ouviu falar de uma maneira caseira de fazê-lo nessa época, como colocar uma bacia de água ao lado da cama ou pendurar toalhas molhadas nos quartos. No entanto, a maneira mais eficiente e menos atrapalhada (afinal, como não temos esse hábito, acabamos literalmente enfiando o pé na bacia, no meio da noite) são os umidificadores elétricos.

A principal vantagem do umidificador elétrico em relação aos umidificadores caseiros é que rapidamente eles conseguem produzir uma coluna de vapor d’água que eleva a umidade do ar em até 40% ou mais. Em instantes você percebe o conforto respiratório.
Mundo Geriátrico
Mundo Geriátrico

Porque isso acontece? Fácil, esses umidificadores, geralmente, ultra-sônicos quebram a molécula de água por um processo vibratório gerando grande quantidade de valor de água. Na hora de comprar, procure um modelo que possua um controle de umidade, e não aqueles só com botão liga/desliga, que custam mais baratos, mas que te limite possibilidades.

Confira também se o umidificador que você pretende comprar tem capacidade de umidificar sem precisar colocar mais água por no mínimo a mesma quantidade de horas que tem a duração do seu sono.

Lembrando que um umidificador portátil ou de pequeno porte é suficiente para umidificar um único ambiente da sua casa, não conseguindo sozinho fazê-lo em toda casa. Assim, o ideal é ter um para cada quarto da casa.

A baixa umidade pode provocar os seguintes efeitos nos seres humanos:
  • Resseca nossa pele e mucosas – se sua casa tem pouca umidade, você ficará com os lábios rachados, queixo ressecado e com coceira e garganta seca pela manhã, ao acordar (a baixa umidade resseca inclusive plantas e móveis);
  • Aumenta a eletricidade estática – a maioria das pessoas não gosta de tomar choquinhos cada vez que toca algo metálico;
Confira a seguir como funcionam algumas opções para umidificar o ar de sua casa:

Vapor – Conhecido como “vaporizador”, um umidificador a vapor ferve água e joga vapor na sala. Por ser uma tecnologia mais simples, é mais barata. Outra vantagem dessa tecnologia é que você pode utilizá-lo para fazer inalação com medicamentos para reduzir a tosse.

Impulsor – O disco de rotação lança água em um difusor em forma de pente. O difusor transforma a água em pequenas gotas que flutuam no ar. Essas gotinhas parecem neblina saindo do umidificador.

Ultra-sônico – Esse umidificador usa um diafragma de metal que vibra em freqüência ultra-sônica, para criar gotinhas d água. É silencioso e também produz uma neblina fria.